Inimigo resistente

Os chineses não param de ampliar seu arsenal de medidas para reverter a poluição que toma conta do céu de várias cidades do norte do país

Céu de Pequim num dia de novembro: as épocas mais frias no hemisfério norte são as piores em termos de poluição do ar para a região

A pesadíssima poluição atmosférica em grandes cidades do norte da China, especialmente nos períodos frios, representa um problema enorme para a saúde e o trânsito dessas áreas e tem obrigado os governantes a soluções cada vez mais rigorosas. Em Pequim e nas regiões vizinhas, por exemplo, veículos com mais de dez anos, fora dos padrões oficiais de emissões, serão proibidos, a partir de 15 de fevereiro de 2017, de trafegar em dias nos quais houver alerta laranja ou vermelho de poluição do ar.

O infrator levará uma multa de cerca de R$ 50 a cada período de quatro horas em que for flagrado no trânsito. Segundo os registros, os veículos visados na norma representam apenas 8% do total circulante, mas respondem por mais de 30% das emissões dos óxidos de nitrogênio presentes nas nuvens de poluição. Outras medidas planejadas pelas autoridades da capital chinesa incluem rodízio de carros baseado no número final da placa e subsídios para compradores de veículos elétricos. O exemplo de Pequim poderá ser avaliado por outras cidades asiáticas com graves problemas de poluição, como Teerã (Irã), Nova Délhi e Kolkata (Índia).

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