O que você quer ser quando envelhecer?

A expectativa de vida e a população idosa no Brasil encontram-se em plena expansão. Portanto, o melhor a fazer é pensar longe: ter planos para um prolongado – e prazeroso – futuro e repensar como você vê e trata aqueles que não esperavam viver tanto

Sempre nos perguntaram o que queríamos ser quando crescêssemos, como se a fase adulta e os planos de vida acabassem aos 50 anos. Algumas décadas atrás até podia ser. Mas agora, com a expectativa de vida que só aumenta, o melhor que podemos fazer é pensar mais longe. Até recentemente um “país­ jovem”, o Brasil começa a ver sua população idosa triplicar. Em apenas 40 anos, os maiores de 60 anos, que eram 19,6 milhões (ou 10% da população nacional) em 2010, passarão a ser 66,5 milhões (29,5% dos 226 milhões de habitantes) em 2050, segundo as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicadas em agosto. Portanto, se você é jovem hoje, fará parte desse grupo.

Mas se a década de 2050 lhe parecer algo distante ou inalcançável, saiba que dentro de apenas 15 anos, em 2030, o número de idosos já terá ultrapassado o de crianças até 14 anos e a população brasileira deverá parar de crescer – ou seja, a proporção de nascimentos e mortes estará em equilíbrio. E logo em 2040, possivelmente, passará a diminuir.

Tom Zé, 80 anos, músico: “Sempre fui menino, sempre procedi como menino, sempre me preparei para ser menino. Faço ginástica, hidroginástica, alongamento, ioga todo dia, hidroginástica, alongamento, ioga todo dia” (Crédito: André Conti)
Tom Zé, 80 anos, músico: “Sempre fui menino, sempre procedi como menino, sempre me preparei para ser menino. Faço ginástica, hidroginástica, alongamento, ioga todo dia, hidroginástica, alongamento, ioga todo dia” (Crédito: André Conti)

Na nossa sociedade que tanto cultua a juventude, será que estamos preparados para as mudanças de mentalidade e de dinâmica social que a nova realidade demanda? Seremos capazes de vencer a gerontofobia (como dizem os portugueses), de tirar a carga negativa de decadência e finitude que se costuma atribuir à velhice e de passar a vê-la como mais tempo para aproveitar a vida? “Ainda que você seja jovem, a velhice já está em você, mesmo que seja amanhã.

Quando se tem a consciência de que a velhice não é o outro, mudamos nossa postura. A velhice deixa de ser uma coisa distante e você começa a se enxergar e se perceber como um possível velho e a pensar como quer ser velho”, sugere a antropóloga Mirian Goldenberg como uma boa reflexão para se fazer diante dessa transição tão radical e rápida no perfil etário nacional.

Medos e desejos

Mirian, que recentemente entrou para o grupo da “melhor idade”, vem desenvolvendo essa ideia desde o seu livro A Bela Velhice, de 2013, e reforça o tema na sua obra lançada em junho Velho É Lindo, ambos da Editora Record. “Velho todo mundo é, hoje ou amanhã. É a única categoria que engloba todo mundo. Seja branco ou negro, muçulmano ou católico, homem ou mulher, hetero ou homossexual… Se não morrer antes, vai ser velho. A velhice não é uma ruptura, é uma continuidade”, observa.

O número de crianças no Brasil está em queda constante (Crédito: Divulgação)
O número de crianças no Brasil está em queda constante (Crédito: Divulgação)

A antropóloga carioca estuda as representações sobre a velhice nas pessoas de 18 a 95 anos, seus medos e desejos em relação a essa fase da vida. Já são mais de 5 mil pesquisados por meio de entrevistas, questionários e grupos focais. Antes de se dedicar ao envelhecimento, ela investigou por muito tempo a importância do corpo no Brasil e concluiu que o corpo jovem é tido como um capital no país, sobretudo para a mulher.

Por isso, as brasileiras costumam ter uma relação bem complicada com a passagem do tempo: um pânico de envelhecer associado mais que nada à aparência. “Já os homens têm mais medo de dependência física e impotência. Mas chegar bem à velhice não é chegar com a aparência jovem – porque fica qualquer coisa, menos jovem –, é ter projetos de vida, amizades, independência, bom humor, prioridades e saber dizer não”, resume o que ouve dos seus entrevistados mais maduros.

Apesar disso, ela enfatiza que o olhar que temos hoje no país não corresponde mais ao que é a velhice atualmente. É o olhar de uma velhice que ficou no século passado para quem está vivendo neste século. Não só porque se vive cada vez mais, mas porque essa etapa é vivida de forma totalmente diferente de algumas décadas atrás: com muito mais liberdade, muito mais inserida na vida pública e com representações positivas que não existiam antes – entre eles, as atrizes Fernanda Montenegro e Marieta Severo, o ilustrador e empresário Maurício de Sousa e o escritor Luis Fernando Veríssimo.

Planos de futuro

“A grande pergunta a se fazer para a pessoa de 60 anos de idade é: o que você vai fazer daqui a 20 anos? Que novo ciclo você quer desenvolver? É uma faixa etária que estaria parando, mas já não precisa mais ser assim”, afirma Sérgio Serapião, cofundador e diretor executivo da Via Gutenberg, consultoria em processos de inovação em diferentes áreas, principalmente a longevidade.

Fernanda Montenegro, 87 anos, atriz: “Os velhos são produtivos, apesar de terem uma sociedade que só cultua o novo. Existem velhos que produzem, e muito” (Crédito: Rafael Andrade/Folhapress)
Fernanda Montenegro, 87 anos, atriz: “Os velhos são produtivos, apesar de terem uma sociedade que só cultua o novo. Existem velhos que produzem, e muito” (Crédito: Rafael Andrade/Folhapress)

Serapião deu início, em 2014, ao movimento Lab60+, surgido como um festival anual de debates e atividades diversas para o público maduro. Este ano, o evento aguarda 3 mil participantes e envolve cerca de 200 pessoas na sua organização, entre eles 80 palestrantes. Apesar das proporções que tomou, o festival não se restringiu a um acontecimento pontual e se replicou em Lab60+ Cafés, encontros quinzenais em São Paulo e mensais em Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas, envolvendo 900 organizações entre projetos, empresas, acadêmicos e governos – atores que não costumam dividir a mesma mesa – para falar de forma positiva e propositiva sobre envelhecimento.

O objetivo – alcançado e multiplicado com frequência – é tornar realidade as ideias que surgem nos encontros, como o projeto Circuito Maior Idade, a reinserção de idosos no mundo corporativo, uma premiação para empresas que abraçam a causa da longevidade, iniciativas ligadas à sexualidade na terceira idade, programação de games e, pelo menos, mais uns 50 projetos para maiores de 60. “O grande chamado é entender que aquela pessoa não é apenas uma pessoa de 60 ou mais. Dentro dela existem a de 40, a de 30, a de 20 e a de 12. Como uma casca de árvore”, destaca Serapião.

Marieta Severo, 69 anos, atriz: “Vejo tanta gente preocupada em colocar botox na testa. Eu queria poder colocar botox no cérebro. Tenho verdadeiro pavor de perder a capacidade mental” (Crédito: Globo/João Miguel Júnior)
Marieta Severo, 69 anos, atriz: “Vejo tanta gente preocupada em colocar botox na testa. Eu queria poder colocar botox no cérebro. Tenho verdadeiro pavor de perder a capacidade mental” (Crédito: Globo/João Miguel Júnior)

Ele se empenha em disseminar a lógica do ganha-ganha: quanto mais tempo as pessoas se mantiverem independentes e autônomas, mais poderão ser produtivas e retribuir para a sociedade. É o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) conceituou como envelhecimento ativo – envolvendo o acesso a serviços, saúde, segurança, vida cultural e preenchimento de rotina.

“Hoje temos tecnologia para manter alguém vivo num hospital por vários anos, mas é muito mais bacana para a pessoa, a família e a sociedade que ela continue participando, se realizando, sonhando, amando.” E isso também é mais barato para todos, porque custa caro manter uma pessoa doente, seja em casa ou numa instituição de longa permanência. “Os laboratórios ganham pelo exame; o hospital, pela internação; o médico, pela consulta. Ninguém ganha porque você está saudável. Isso tem de mudar, precisamos inverter o sentido dessa roda da vida”, diz Serapião, de 42 anos.

O cuidado com a saúde é um dos aspectos do envelhecimento ativo proposto pela OMS (Crédito: Divulgação)
O cuidado com a saúde é um dos aspectos do envelhecimento ativo proposto pela OMS (Crédito: Divulgação)

“As doenças típicas do envelhecimento são crônico-degenerativas, não tendem a causar o óbito num espaço de tempo curto; entretanto, podem ser evitadas. Mas todo mundo deixa para amanhã e só começa a se tratar depois de receber um diagnóstico. As próprias diretrizes governamentais são mais direcionadas para o tratamento do que para a promoção de saúde”, concorda José Elias Pinheiro, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). A própria entidade ainda não chegou à terceira idade: tem apenas 55 anos e muitos desafios pela frente.

Rearranjo total

Existem hoje no Brasil aproximadamente 24 milhões de pessoas acima de 60 anos de idade, segundo os cálculos do IBGE para 2016. Entretanto, o país tem apenas cerca de 1,4 mil geriatras, ou seja, um para cerca de 17 mil. A proporção adequada, segundo a OMS, é de um geriatra para cada grupo de mil idosos. “É quase impossível conseguir formar especialistas na mesma proporção do crescimento da população idosa no Brasil”, reconhece Pinheiro.

Para ele, a questão do envelhecimento populacional está gerando um enorme aprendizado social relacionado aos rearranjos familiares. As famílias são menores, as mulheres trabalham fora, muitos casais decidiram não ter filhos. “Quem cuida dos mais velhos? Ou de um deles, se o companheiro morre? Um cuidador, um sobrinho, o Estado? Essas situações já estão acontecendo e não estamos preparados para isso”, avalia. A profissão de cuidador de idosos foi regulamentada em 2012. E o Estatuto do Idoso ainda é um pré-adolescente de 13 aninhos.

Luis Fernando Veríssimo, 80 anos, escritor: “A gente se distrai e, quando vê, está com 80 anos. Deveria haver um curso preparatório para a velhice” (Crédito: Eduardo Nicolau)
Luis Fernando Veríssimo, 80 anos, escritor: “A gente se distrai e, quando vê, está com 80 anos. Deveria haver um curso preparatório para a velhice” (Crédito: Eduardo Nicolau)

É importante entender que essa virada demográfica brusca do país está em curso não só porque a expectativa de vida do brasileiro saltou de cerca de 41 anos, em 1940, para quase 76 anos, em 2014. Mas especialmente porque, ao mesmo tempo, a taxa de fecundidade (número de filhos por mulher) encolheu significativamente. Enquanto em 1940 a média era de 6,16 filhos por mulher, em 2014 ela chegou a 1,57.

Nos países desenvolvidos, essas alterações levaram mais de um século para acontecer. Com um aumento gradual da longevidade, foi possível adaptar o sistema de saúde e de previdência, além de gerar estruturas e serviços para atender essa parte da população. Nesses países, é muito mais comum que as pessoas se planejem para um envelhecimento ativo e reservem meios financeiros e logísticos para viver esse momento da forma que escolherem.

“A taxa de fecundidade que temos hoje no Brasil estava prevista para 2030 pelo IBGE”, ressalta o jornalista Jorge Félix, mestre em economia política e doutorando em sociologia, que trouxe o conceito da economia da longevidade para o país. Ele acredita que as previsões de redução da população brasileira também devem chegar antes do calculado (em 2040, como mencionado no início desta reportagem). E defende que o país já deveria adotar políticas de estímulo à natalidade, a começar pelo aumento da licença paternidade. “A mulher já entrou no mercado de trabalho há tempos, mas essa foi uma revolução incompleta, porque o Estado permanece vendo a família da mesma forma que antes”, afirma.

Maurício de Souza, 81 anos, cartunista: “Meu grande projeto após os 80 anos é viver cada dia com um sonho para realizar, como tem sido sempre para mim” (Crédito: Eduardo Knapp/Folhapress)
Maurício de Souza, 81 anos, cartunista: “Meu grande projeto após os 80 anos é viver cada dia com um sonho para realizar, como tem sido sempre para mim” (Crédito: Eduardo Knapp/Folhapress)

Outra questão central dos seus debates e palestras é a manutenção do sistema de previdência no modelo atual de repartição. “É muito grave destruir esse seguro coletivo. Seja diretamente, como aconteceu pelas mãos do governo nos Estados Unidos e no Chile, ou indiretamente, como temos visto aqui as pessoas de 40-45 anos sendo demitidas por ficarem caras para as empresas. Elas param de pagar a previdência por acreditar que o ‘INSS vai falir’ e acabam se tornando inelegíveis para se aposentar”, explica.

Na proposta dele, a diminuição no número de ativos e aumento de inativos, típica do envelhecimento da população, deve ser compensada com a taxação de lucros e dividendos das empresas (que Félix considera muito mais justa e eficaz do que a taxação dos inativos que já acontece no Brasil), associada ao combate à sonegação da seguridade social. “Todos deveriam contribuir e isso deveria ser fiscalizado com frequência. Assim como é obrigatório votar e estão sempre checando se você está em dia com a Justiça Eleitoral”, compara.

Recalculando a rota

Para planejar um bom envelhecimento na sociedade e na economia brasileira de hoje, a principal sugestão do especialista é que o governo e cada um, independentemente da idade, invistam na educação. O índice de anos de estudo entre os idosos é baixíssimo atualmente: apenas 4,8 anos. E há uma relação direta disso com o nível de saúde na terceira idade, sobretudo com o uso cada vez mais disseminado da tecnologia na vida em geral, na comunicação, no entretenimento e no cuidado dos idosos.

Atividade do projeto Vida Ativa, criado pelo governo paraense para pessoas da terceira idade (Crédito: Márcio Ferreira / Ag. Pará)
Atividade do projeto Vida Ativa, criado pelo governo paraense para pessoas da terceira idade (Crédito: Márcio Ferreira / Ag. Pará)

“Caminhamos para a sociedade do conhecimento. Já se gasta 70% do tempo discutindo como fazer e somente 30% produzindo. Além disso, os idosos precisam ter algum grau de instrução para se beneficiar dos equipamentos de monitoramento gerontecnológicos que estão em plena expansão”, destaca Félix, que é professor do tema na faculdade de gerontologia da Universidade de São Paulo (USP).

O curso de graduação em gerontologia da USP foi o primeiro a ser criado no país, em 2005. Até então, a formação dos gerontólogos no Brasil só se dava por meio de poucos mestrados e doutorados. A profissão, entretanto, só foi reconhecida pelo Ministério do Trabalho em 2015. Embora tenha o idoso como foco principal, a perspectiva da gerontologia é, na verdade, o ciclo vital, ou seja, todos os ciclos da vida, o envelhecimento de um modo contínuo. “Recebemos o curso tardiamente, muito depois de outros países, inclusive os vizinhos Bolívia e Colômbia, que já oferecem a graduação há 30 e 50 anos, respectivamente”, afirma Thais Bento Lima, gerontóloga com mestrado e doutoranda em neurologia.

Treinamento cognitivo na Supera: melhora sensível na condição dos idosos participantes (Crédito: Renato Velasco)
Treinamento cognitivo na Supera: melhora sensível na condição dos idosos participantes (Crédito: Renato Velasco)

Thais é consultora e supervisora das ações para a terceira idade na Supera, rede de “ginástica para o cérebro”, como a própria empresa define. Segundo as medições feitas por meio de aulas lúdicas e interativas desse modelo de atividade, o treinamento cognitivo gera resultados no dia a dia dos idosos: melhor desempenho de atenção e estratégias de resolução de problemas, menor dificuldade de memória (redução na frequência de esquecimento) e menor chance de quadro neurodegenerativo.

As aulas em grupo diminuem ainda o índice de sintomas depressivos, comparados à entrada no programa de treino, e também melhoram o humor dos idosos, que passam a ter mais interação social e menos dificuldade de memória. Esses são grandes indícios de que o sedentarismo mental e físico não é muito promissor para quem quer aproveitar a vida em toda sua extensão.

Lygia Fagundes Telles, 93 anos, escritora: “Já que é preciso aceitar a vida, que seja corajosamente” (Crédito: Renato Velasco)
Lygia Fagundes Telles, 93 anos, escritora: “Já que é preciso aceitar a vida, que seja corajosamente” (Crédito: Renato Velasco)

“Cerca de dez anos atrás, quando comecei nessa área, a população tinha certo preconceito em relação ao treinamento cognitivo”, afirma Thais. “Achava que precisava ter diagnóstico de doença mental para frequentar esse tipo de atividade. No Sesc e na Universidade Aberta à Terceira Idade da USP, tínhamos de caçar alunos; hoje, as vagas se esgotam rapidamente.” A mudança veio com a divulgação do tema na mídia, que levou mulheres e homens maduros – os mais resistentes – a procurar essas atividades para evitar os problemas.

Pela experiência de Thais, uma das principais preocupações dos “60 mais” é perder sua independência e autonomia por causa de um problema neurológico. “Os idosos se queixam muito da velhice, por associarem essa etapa ao comprometimento da saúde. Mas a velhice não é uma categoria etária de problemas; é um resultado de ações prévias de outras fases da vida. É preciso que o indivíduo tenha um olhar para a sua vida como um todo”, arremata.

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Descuidados com a idade

Durante a década de 2000 foram criadas as Delegacias de Proteção ao Idoso. “Esse público precisa de um carinho especial. Percebe-se que eles [os idosos] sofrem de muita carência, atribulação e falta de paciência dos mais jovens”, ressalta Francisco Gastão Luppi de Castro Filho, delegado há 25 anos que permaneceu um ano à frente da 1ª Delegacia de Proteção ao Idoso de São Paulo, na Praça da República.

Ele destaca que a procura não é grande, mas os atendimentos demandam mais dedicação – “como a fila de idoso em banco, ela é curta, mas vai lentamente”. Por dia, a sede da República costuma fazer 15 atendimentos, mas apenas 1/5 resulta em boletim de ocorrência e nem todos se tornam inquérito policial. “Nesse ano em que estive lá, foram apenas 40 inquéritos instaurados.”

Nesses números, Castro inclui os encaminhamentos das denúncias feitas pelo Disque 100, mantido pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Em 2015, das cerca de 33 mil denúncias de violações ligadas aos idosos recebidas no país por esse sistema, 39% foram por negligência; 26%, por violência psicológica; 20%, por abuso financeiro/econômico e violência patrimonial; e 13,8%, por violência física.

A pior notícia é que os agressores são sobretudo da família do idoso, diz o delegado. Em muitos casos, a vítima acha que está sendo lesada por um banco, mas descobre-se que foi alguém de sua confiança que usou o cartão e subtraiu o valor. “Uma pequena minoria dos casos acontece em asilos. Os que deveriam cuidar são os que mais se aproveitam. E todas as classes sociais passam pelos mesmos dramas. Seria interessante incrementar o atendimento dessas delegacias com assistentes sociais e psicólogos”, comenta.

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