Vizinhos de vulcão

Morar perto de um vulcão ativo é um permanente exercício de adaptação, como tem demonstrado desde 2010 o cotidiano dos habitantes das vilas em torno do Monte Sinabung, na Indonésia

Erupção de cinzas vulcânicas do Monte Sinabung vista da vila de Beganding, Indonésia, em 2 de maio. Muitos habitantes das vizinhanças do vulcão têm de deixar suas casas nessas ocasiões. Quem fica tem de aprender a viver em condições especiais, como usar máscaras no rosto para sair ao ar livre (Foto: Tibta Pangin / AFP)

Morar no Anel de Fogo – o cinturão de fronteiras de placas tectônicas que envolve o Oceano Pacífico, associado a frequentes atividades sísmicas e vulcânicas – exige um preparo especial de seus habitantes. É o caso dos moradores das vilas próximas ao vulcão Sinabung, no norte da ilha de Sumatra, que entrou em erupção em abril, despejando lava, cinzas e nuvens de gás quente que atingiram três quilômetros de altitude.

O Sinabung havia passado quatro séculos adormecido antes de voltar à vida por duas vezes em 2010. Agora os intervalos são bem menores: ele entrou em erupção em 2013, 2014 (quando 16 pessoas morreram), 2016 (com sete vítimas fatais) e em abril e maio deste ano. Enquanto mais de 2 mil famílias saíram das proxi­midades do vulcão nos últimos anos, os habitantes que permanecem na área procuram se adaptar às condições especiais, colocando máscaras no rosto quando saem­ para fazer compras e cuidando de suas plantações quando as cinzas caem do céu. Situada no Anel de Fogo, a Indonésia abriga cerca de 130 vulcões.

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