A caminho do fim

A morte do rinoceronte-branco-do-norte Sudan, no Quênia, significa a extinção dessa subespécie de mamíferos, que agora só a inseminação artificial poderá salvar

Fatu (em primeiro plano) e Najin, respectivamente neta e filha de Sudan: a inseminação artificial é agora a única alternativa para salvar a subespécie de rinoceronte (Foto: AFP Photo / Dominique Faget)

Mais um feito desabonador do bicho-homem: graças à sua atuação, a Terra perdeu mais uma subespécie de mamífero. Em março morreu Sudan, o último rinoceronte-branco-do-norte macho que ainda sobrevivia. Desde 2009 ele estava na reserva natural de Ol Pejeta, no Quênia, a salvo dos caçadores clandestinos que dizimaram sua subespécie na África Central. Sudan, de 45 anos, enfrentava problemas de saúde que se agravaram significativamente nos últimos meses, período em que ele não conseguiu se curar de uma infecção em sua pata traseira direita.

Para evitar mais sofrimento, a equipe do Ol Pejeta, um veterinário do zoológico tcheco Dvůr Králové (onde Sudan viveu por décadas) e o Serviço Queniano da Vida Selvagem (KWS) optaram por submeter o animal à eutanásia no dia 19 de março. Da subespécie restaram apenas duas fêmeas: Najin e Fatu, respectivamente filha e neta de Sudan. A única possibilidade de evitar a extinção dos rinocerontes-brancos-do-norte passa agora pela inseminação artificial, e com esse objetivo o sêmen de Sudan foi preservado. Mas os cientistas reconhecem que as chances de êxito da empreitada são bem reduzidas.

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