A lenta agonia do Mar Morto

Chuvas na região não compensam o movimento para baixo da água do lago e das terras circundantes

Estação na costa do Mar Morto equipada com um medidor de clima e sistema GNSS. Crédito: Jens Wickert/GFZ

O Mar Morto está encolhendo. Há muitas razões para isso: as mudanças climáticas são um fator que contribui, assim como o uso excessivo da água como recurso pelo homem. Um estudo europeu a esse respeito foi publicado na revista .

O afundamento do nível da água desse lago salgado entre Jordânia, Cisjordânia e Israel tem várias consequências perigosas. Por exemplo, a água doce subterrânea que flui a jusante faz com que os sais se dissolvam no solo, resultando em sumidouros. Mas também leva à subsidência (movimento do solo à medida que ele se desloca para baixo relativamente a um nível de referência) em grande escala da superfície terrestre circundante.

Pesquisadores de uma equipe interdisciplinar de várias seções do Centro Alemão de Pesquisa de Geociências GFZ, juntamente com colegas da Universidade Leibniz de Hannover, do Instituto de Tecnologia de Karlshruhe (Alemanha) e da Universidade de Pádua (Itália), demonstraram pela primeira vez uma ligação direta entre a diminuição do lençol freático, a evaporação e a subsidência da terra.

Tendência para baixo

A equipe usou uma ampla gama de instrumentos, desde métodos de medição baseados no Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) a satélites de radar e estações locais de medição e clima. Os pesquisadores mostraram que a terra sólida se move para cima e para baixo em sincronia com as flutuações da superfície da água e do nível do lençol freático, com um lapso de tempo de cerca de oito semanas. No entanto, a tendência é claramente em uma direção: para baixo.

O nível da água do Mar Morto afunda cerca de um metro por ano, e a terra afunda cerca de 15 centímetros por ano. Os influxos das chuvas nas montanhas circundantes e no rio Jordão causam aumentos de curto prazo no nível do lago. No entanto, a retirada de água dos afluentes para a agricultura, o bombeamento de água salina para extrair o potássio e a evaporação em altas temperaturas tornam o saldo permanentemente negativo.

O acoplamento da subsidência da terra ao lençol freático em declínio está claro há muito tempo. Mas o fato de o movimento da superfície terrestre estar tão diretamente relacionado às flutuações hidrometeorológicas é novo. Os pesquisadores determinaram essa conexão em três anos. Para a agricultura, turismo e infraestrutura da região, a subsidência da terra e a perda de água são muito ameaçadores. As medições mostram pela primeira vez como a terra, a água e a atmosfera estão intimamente ligadas aqui.

Veja também
+ Casamento de Ana Maria Braga chega ao fim após marido maltratar funcionários, diz colunista
+ Conheça a eficácia de cada vacina no combate à Covid-19
+ Veja fotos de Karoline Lima, novo affair de Neymar
+ Lázaro Barbosa consegue fugir de novo da polícia após tiroteio
+ Gracyanne Barbosa dança pole dance com novo visual
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Após processar nora, mãe de Medina a acusa de ter destruído sua casa; veja fotos
+ Yasmin Brunet quebra o silêncio
+ Fondue de chocolate com frutas fácil de fazer
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago