A metáfora vegetal do Brasil

O jornalista e historiador gaúcho Eduardo Bueno reúne uma equipe de grandes craques nacionais e estrangeiros para realizar um dos livros mais interessantes e bonitos sobre o ciclo histórico e econômico do pau-brasil, nos primórdios do Brasil colônia. Diagramado e ilustrado com esmero, este é um livro definitivo sobre o assunto. Mostra que toda a grandeza e miséria de nosso país começou com ele, o paubrasil.

Pau-Brasil

Eduardo Bueno.

Axis Mundi Editora, 280 páginas, R$ 35,00

Além de retratar a epopéia histórica, econômica e cultural do primeiro ciclo da economia brasileira, o livro Pau-Brasil apresenta a árvore que deu nome ao País como uma metáfora da nossa difícil realidade passada e presente, bem como das incertezas do futuro.

Escrita por oito autores nacionais e estrangeiros – Ana Roquero, Fernando Lourenço Fernandes, Gwilym P. Lewis, Haroldo Cavalcante de Lima, Jean- Marc Montaigne, Max Justo Guedes, Nivaldo Manzano, capitaneados pelo jornalista e historiador Eduardo Bueno –, a obra é um dos mais completos tratados sobre a história, a botânica, a economia e a tecnologia do pau-brasil. Além da qualidade dos textos, Pau-Brasil tem diagramação primorosa de Diana Mindlin. Boa parte da iconografia nele reproduzida foi obtida na biblioteca do pai de Diana, José Mindlin, a melhor biblioteca privada do Brasil.

Lindamente ilustrado, Pau-Brasil é certamente um dos livros mais importantes jamais produzidos sobre a história da madeira que deu nome ao País.

Embora todos os capítulos sejam de excelente qualidade em matéria de conteúdo e forma, merece especial destaque, por seu ineditismo, aquele escrito por Jean-Marc Montaigne. O historiador francês explica como, graças ao tráfico do paubrasil, o contato com as culturas indígenas brasileiras produziu insuspeitadas e fortes influências na mentalidade francesa e depois na Europa como um todo.

Livro de leitura necessária, a obra explica por que o pau-brasil é a metáfora vegetal do Brasil que poderia ter sido, que deveria ter sido, e que ainda não é. “Até quando não o será?”, pergunta Eduardo Bueno.

Vida espiritual

Relatos sobre o ALÉM

Fantasmas, espíritos e aparições,

Linda Williamson. Editora Butterfly,

216 páginas, R$ 25,90.

Explica a diferença entre espíritos, fantasmas, “formas-pensamento” e assombrações, apresentando casos verídicos a fim de que o leitor compreenda melhor esses fenômenos mediúnicos. A médium britânica descreve ainda os contatos que mantém com o além, afirmando que grande parte dos espíritos que nos cercam estão, na verdade, perdidos e necessitando de ajuda. Suas explicações fundamentam-se na crença espiritualista – a escritora fornece bibliografia para os que desejam conhecer melhor essa abordagem da espiritualidade –, por intermédio da qual interpreta os acontecimentos que presenciou.

Não-ficção

Ciência e RELIGIÃO, a velha polêmica

Deus e a nova metafísica –

Um diálogo aberto entre

ciência e religião, Herb

Gruning.

Editora Aleph, 224

páginas, R$ 36,00.

O autor analisa as relações entre ciência e religião a partir do princípio de que tanto o conhecimento científico quanto o religioso conduzem a um questionamento mais amplo da realidade. Nessa jornada, Gruning tenta esclarecer – com a ajuda de pensadores como James Lovelock, Rupert Sheldrake e David Bohm – temas que sempre inquietaram o homem: a existência de Deus, a essência da natureza, a origem do universo, como tais princípios se manifestam no mundo físico e metafísico e que lugar devem ocupar na chamada ciência convencional.

Estante Literária

Mercado ético – A força do novo paradigma empresarial,

Hazel Henderson e Simram Sethi. Editora Cultrix, 288 páginas, R$ 42,00.

Aborda a criação de uma nova economia produtiva e rentável, a qual coexiste em harmonia com o nosso planeta e o bemestar social.

Ligações delicadas – Redescobrindo a esperança em meio à crise,

Diane Ackerman. Editora Bertrand Brasil, 294 páginas, R$ 39,00.

Traz a rica experiência da autora como voluntária no Serviço de Prevenção ao Suicídio e de Apoio Emocional.

Darwin Awards – Os campeões da idiotice

, Wendy Northcutt e Christopher M. Kelly. Editora Matrix, 272 páginas, R$ 34,90.

Reúne histórias de pessoas que morreram de modo estúpido. Para os autores, mortes como essas estariam melhorando o perfil genético da humanidade.

A morada do Filho do Sol – Memórias egípcias,

Daniel Meurois-Givaudan. Editora Conhecimento, 352 páginas, R$ 35,00.

A antiga Síria e as margens do Nilo são o cenário onde o autor revive sua existência como Nagar-Thet, médico e instrutor de almas da corte de Akhenaton.

Presença – Propósito humano e o campo do futuro,

Peter Senge, Joseph Jaworski, C. Otto Scharmer e Betty Sue Flowers. Editora Cultrix, 266 páginas, R$ 34, 90.

Obra que traz ao leitor uma visão profunda de uma nova teoria sobre mudança e aprendizado.

Xamanismo – A palavra que cura, Marcel de Lima Santos. Editora Paulinas e PUCMinas,

312 páginas, R$ 39,50.

O autor traça um panorama do xamanismo no qual apresenta os xamãs como guerreiros visionários, explicando que eles são como “a encarnação dos poderes da cura mística”.

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