Alerta vermelho para a pesca

Alerta vermelho para a pesca 

Para a FAO, cerca de 90% dos estoques de peixes já estão sendo superexplorados
Para a FAO, cerca de 90% dos estoques de peixes já estão sendo superexplorados

A pesca industrial está atingindo seu limite sustentável no mundo, o que evidencia um crescimento cada vez mais perigoso, alerta a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Segundo o estudo “O Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura 2016”, divulgado pela entidade em julho, cerca de 90% dos estoques de peixes estão sendo explorados de modo insustentável e prevê-se um aumento na produção de 17% até 2025. Desde os anos 1970, a sobrepesca mais que triplicou e 40% das espécies mais populares, como o atum, são capturadas em proporções que não permitem reposição à altura. O aquecimento global deverá agravar essa situação, acarretando prejuízos ainda incalculáveis. Mas nem tudo são más notícias no setor. A partir dos números atuais, prevê-se que a aquicultura (as fazendas de pescado) deverá superar em 2021, pela primeira vez, a pesca tradicional como fornecedora de peixes para consumo. Esse modo de produção está gerando benefícios para o comércio, o mercado de trabalho e aumentando a presença de pescados na alimentação de países em desenvolvimento, o que permitiu que o consumo de peixes per capita no mundo atingisse inéditos 20 kg. Segundo a FAO, 12% da população mundial depende hoje, direta ou indiretamente, da indústria pesqueira.

Atlântico superado

O Si2 chega a Sevilha: os maiores obstáculos da viagem já foram superados
O Si2 chega a Sevilha: os maiores obstáculos da viagem já foram superados

O avião Solar Impulse 2 (Si2), movido a energia solar, concluiu na manhã de 23 de junho a travessia do Oceano Atlântico, uma das etapas mais complicadas da sua volta ao mundo. Pilotado pelo suíço Bertrand Piccard – que se reveza nos comandos com seu compatriota e também cofundador do projeto, Andre Borschberg –, o Si2 fez o trajeto de cerca de 6.300 km entre Nova York e Sevilha (Espanha) em 71 horas e 8 minutos, à velocidade média de 88 km/h. Para completar sua volta ao mundo, iniciada em março de 2015 em Abu Dhabi, o Si2 precisa percorrer pouco mais de 5.800 quilômetros agora.

Abelha-robô

O inseto-robô de Harvard: múltiplos usos
O inseto-robô de Harvard: múltiplos usos

Uma equipe da Universidade Harvard (EUA) deu mais um grande passo na miniaturização de drones ao construir um com apenas 80 miligramas de peso, o mesmo de vários insetos. Apelidado robobee (abelha-robô), o aparelhinho voa por até 30 minutos e, vantagem principal, “pousa” em qualquer superfície, graças à eletricidade estática. Por enquanto, o inseto-robô só consegue aderir a uma superfície acima dele, mas o pesquisador Moritz Graule, de Harvard, promete que isso vai evoluir logo. Um robô voador dessas dimensões tem imensas possibilidades de aproveitamento – inclusive a espionagem. Os mais pessimistas já veem empresas e governos “instalando” insetos-robôs nos lares para espionar seus moradores.

13centímetros afundam, por ano, algumas regiões da capital chinesa, Pequim, sobretudo a área central. O estudo, publicado em junho na revista Remote Sensing, baseia-se em dados de radar. A razão para o rebaixamento é a retirada intensa de água dos lençóis freáticos sob a cidade. O processo traz riscos para a infraestrutura local, como o metrô.

 

Transporte sem motorista

Carro autoguiado do Uber em Pittsburgh: motoristas eliminados
Carro autoguiado do Uber em Pittsburgh: motoristas eliminados

A multinacional de tecnologia Uber, que oferece por aplicativo um transporte aparentado ao táxi, já enfrentou em março uma greve de motoristas em nove cidades brasileiras, por causa de remuneração baixa. Ao que tudo indica, ela está investindo em uma opção que contorna o problema abdicando dos motoristas. A empresa é cofundadora do grupo Coalizão de Autocondução por Ruas Mais Seguras, que inclui companhias como Ford, Volvo e Google, além de uma concorrente direta, a Lyft. Um carro sem motorista com o logotipo do Uber foi visto em maio fazendo testes nas ruas de Pittsburgh, a segunda maior cidade da Pensilvânia (EUA). Vários sensores, como radares, scanners a laser e câmeras de alta resolução, equipam o veículo e mapeiam detalhes dos locais percorridos.

Ancestrais asiáticos

Husky siberiano: geneticamente compatível com o núcleo asiático
Husky siberiano: geneticamente compatível com o núcleo asiático

Um estudo publicado em junho na revista Science mostra que os primeiros cães surgiram não apenas na Europa, mas também no leste da Ásia. A pesquisa aponta que duas populações de lobos geneticamente diversas teriam sido domesticadas antes do surgimento da agricultura. Os cães asiáticos teriam vindo para oeste entre 14 mil e 6,4 mil anos atrás. Como há vestígios de cães europeus datados de mais de 15 mil anos, a hipótese de duas regiões de origem ganha força. Evidências genéticas do núcleo asiático foram encontradas em raças como o eurasier, o husky siberiano e o dingo, cão selvagem da Austrália.

Petroleiras mais verdes

Energia eólica: atrativa para multinacionais do petróleo
Energia eólica: atrativa para multinacionais do petróleo

As grandes empresas petrolíferas parecem enfim estar vendo com outros olhos a mudança climática, e nas últimas semanas algumas delas anunciaram vários investimentos “verdes”. A Total francesa, por exemplo, pretende comprar por cerca de € 1 bilhão a centenária fabricante de baterias Saft, de olho no “futuro promissor” das energias renováveis. A anglo-holandesa Shell está montando uma divisão voltada para “novas energias”, com orçamento anual de US$ 200 milhões para fazer aquisições. A Statoil, da Noruega, deverá investir € 1,2 bilhão, em parceria com a alemã E.ON, na fazenda eólica de Arkona, no Mar Báltico. Até a refratária Exxon Mobil tem planos no setor: pretende estudar soluções para a técnica de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês), em parceria com uma fabricante de células de combustível.

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Acima do número previsto antes é a velocidade máxima da expansão observada no universo, segundo cálculos da Nasa e da Agência Espacial Europeia baseados em dados coletados pelo telescópio espacial Hubble. A causa para essa diferença poderia ser a ainda pouco explorada matéria escura ou partículas subatômicas por enquanto desconhecidas da ciência.

Rato farejador

Um dos caça-minas treina na Tanzânia: cerca de 70 mil minas já foram achadas por eles
Um dos caça-minas treina na Tanzânia: cerca de 70 mil minas já foram achadas por eles

Um rato africano do gênero Cricetomys exercita seu olfato em busca do odor de explosivos no centro de treinamento da organização não governamental belga Apopo em Morogoro, na Tanzânia, em junho. A Apopo treina esses ratos para farejar minas terrestres e tuberculose. Os animais conseguem detectar a presença de minas muito mais rapidamente do que os métodos convencionais, que não diferenciam os vestígios de metal – eles podem ser de uma mina ou de sucata, por exemplo. A Apopo leva seus ratos treinados para trabalhar em áreas minadas de países como Camboja, Laos, Vietnã e Moçambique. Até meados de junho, os roedores já haviam localizado quase 70 mil minas, destruídas a seguir pelas autoridades locais. A atividade ajuda esses países a recuperar terras cultiváveis.

Limpa-plástico

O protótipo do Ocean Cleanup será testado no Mar do Norte
O protótipo do Ocean Cleanup será testado no Mar do Norte

O Ocean Cleanup, o conjunto de barreiras flutuantes de dois quilômetros de extensão imaginadas pelo jovem (21 anos) pesquisador e ativista ambiental holandês Boyan Slat para coletar milhões de toneladas de entulho plástico que poluem os oceanos, já tem um protótipo de 100 metros pronto. O dispositivo, apresentado em junho em Scheveningen (Holanda), seguirá agora para testes no Mar do Norte. Se tudo der certo, ele entrará em ação definitivamente em 2020, no Giro do Pacífico Norte, região de acúmulo de detritos na parte centro-norte do oceano, cujo tamanho atualmente pode chegar a 15 milhões de quilômetros quadrados.

Escolas sem refrigerantes

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As engarrafadoras de refrigerantes Ambev, Coca-Cola Brasil e PepsiCo Brasil anunciaram em junho um passo interessante no combate à obesidade no país: a partir de agosto, elas só venderão às cantinas de escolas com crianças de até 12 anos (ou com maioria de alunos até essa idade) água mineral, sucos com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que respeitem critérios nutricionais específicos, sintonizados com diretrizes de associações internacionais de bebidas. Nas grandes escolas, em que convivem crianças e adolescentes de várias idades, a ideia é conscientizar diretores e donos de cantina, responsáveis pelas regras internas. Em um comunicado conjunto, as empresas reconhecem que as crianças com menos de 12 anos “ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo”.

Centro de estudos em bem-estar

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a indústria de cosméticos Natura lançaram em junho o Centro de Pesquisa Aplicada em Bem-Estar e Comportamento Humano, dedicado a estudos de neurociências, psicologia, neuroimagem, neuropsicofisiologia, psicometria, estudos populacionais e longitudinais. Sediado no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), ele reunirá pesquisadores de psicologia e neurociências da USP e das universidades Federal de São Paulo (Unifesp) e Mackenzie. A Fapesp e a Natura investirão, cada uma, R$ 20 milhões, em dez anos, para implantar o centro e conduzir suas atividades; as outras universidades destinarão R$ 20 milhões, na forma de apoio institucional e administrativo, aos pesquisadores envolvidos. Duas áreas terão prioridade nos estudos: a psicologia positiva (focada no estudo e desenvolvimento das qualidades humanas e dos aspectos saudáveis da vida) e a neurociência cognitiva (que estuda a atenção, a memória e a linguagem, além da regulação emocional e sua influência em relações sociais).

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Deverá ser a queda no consumo de carne na China até 2030, segundo as metas anunciadas em junho pelo Ministério da Saúde do país. Para isso, cada um dos 1,3 bilhão de chineses deverá consumir em média entre 40 e 75 gramas por dia. Além de melhorar a saúde pública, o plano reduzirá a emissão de gases-estufa em cerca de 1 bilhão de toneladas até 2030.

 

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