Alimentar gado com algas reduz mais de 80% das emissões de metano

Alternativa tem peso especial em áreas onde o gado vive confinado

A criação brasileira é em geral extensiva (foto acima), e isso reduz o impacto da proposta aqui. Mas a ideia se mostrou bem interessante em relação ao gado confinado. Crédito: Piqsels

Em uma fazenda de gado confinado, na Califórnia, uma parte do rebanho ganhou um pouco de algas misturado à ração diária. Para ser exato, foram adicionadas 80 gramas de uma alga vermelha à ração e, 5 meses depois, sem que houvesse qualquer diferença de peso, cada animal algado tinha emitido 82% menos metano que o restante do rebanho.

Já se sabia, por experiências in vitro, que a alga reduzia a quase zero, a produção anaeróbica de metano no processo de digestão. A pesquisa foi publicada na “PLOS ONE” e é a primeira experiência em escala real. Para se tornar uma alternativa global, falta estudar outras algas em outros tipos de rebanho.

Por aqui, além de os animais serem diferentes, a prática comum é o pasto extensivo. O confinamento responde por menos de 5% do rebanho nacional e a maior parte é confinada só nos meses da fase de terminação, antes do abate. Sem contar que a quase totalidade do nosso rebanho vive bem longe das algas do mar. Mesmo assim, não deixa de ser um resultado importante para algo que representa 20% das nossas emissões.

A Science Daily deu uma nota com os pontos principais da pesquisa.

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