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Featured25/04/2022

Apenas 25% dos pacientes internados por covid se recupera totalmente após 1 ano

Crédito: Pixabay/CC0 Public Domain

25/04/22 - 09h09min

Um novo estudo do Reino Unido com mais de 2 mil pacientes após hospitalização com covid-19 apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas deste ano (ECCMID 2022, Lisboa 23-26), e publicado na revista The Lancet Respiratory Medicine mostra que, um ano após ter tido covid-19, apenas cerca de um em cada quatro pacientes se sente totalmente bem novamente.

A equipe envolvida no estudo – liderada pelo prof. Christopher Brightling, pela drª Rachael Evans e pela profª Louise Wain, da Universidade de Leicester (Reino Unido) – descobriu que ser do sexo feminino versus ser do sexo masculino (32% menos provável), ter obesidade (metade da probabilidade) e ter tido ventilação mecânica no hospital (58% menos provável) foram todos associados a uma menor probabilidade de se sentir totalmente recuperado em um ano. Os sintomas de longo prazo mais comuns de covid foram fadiga, dores musculares, lentidão física, falta de sono e falta de ar.

Esta pesquisa usou dados do estudo pós-hospitalização de covid-19 (PHOSP-Covid) que avaliou adultos (com 18 anos ou mais) os quais foram hospitalizados com covid-19 em todo o Reino Unido e posteriormente receberam alta. Foram incluídos pacientes de 39 hospitais do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), que concordaram com avaliações de acompanhamento de cinco meses e um ano, além de seus cuidados clínicos. A recuperação foi avaliada usando medidas de resultados relatados pelo paciente, desempenho físico e função dos órgãos em cinco meses e um ano após a alta hospitalar. Os pesquisadores também coletaram amostras de sangue dos participantes na visita de cinco meses para analisá-lo quanto à presença de várias proteínas inflamatórias.

Dados impressionantes

Ao todo, 2.320 participantes que receberam alta hospitalar entre 7 de março de 2020 e 18 de abril de 2021 foram avaliados cinco meses após a alta e 807 (33%) participantes completaram as visitas de cinco meses e um ano no momento da análise (e o estudo está em andamento). Esses 807 pacientes tinham idade média de 59 anos, 279 (36%) eram mulheres e 28% receberam ventilação mecânica invasiva. A proporção de pacientes que relataram recuperação completa foi semelhante entre cinco meses (501 [26%] de 1965) e um ano (232 [29%] de 804).

Em uma publicação anterior deste estudo, os autores identificaram quatro grupos ou “aglomerados” de gravidade dos sintomas em cinco meses, que foram confirmados pelo novo trabalho em um ano. Dos 2.320 participantes, 1.636 tinham dados suficientes para alocá-los em um grupo: 319 (20%) apresentavam deficiência física e mental muito grave, 493 (30%) deficiência física e mental grave, 179 (11%) deficiência física moderada comprometimento da saúde com comprometimento cognitivo e 645 (39%) comprometimento leve da saúde mental e física. Ter obesidade, capacidade de exercício reduzida, maior número de sintomas e aumento dos níveis do biomarcador inflamatório proteína C-reativa foram associados aos grupos mais graves. Tanto no grupo muito grave quanto no moderado com comprometimento cognitivo, os níveis do biomarcador inflamatório interleucina-6 (IL-6) foram maiores quando comparados ao grupo leve.

A drª Evans disse: “A recuperação limitada de cinco meses a um ano após a hospitalização em nosso estudo em relação aos sintomas, saúde mental, capacidade de exercício, comprometimento de órgãos e qualidade de vida é impressionante. (...) Descobrimos que o sexo feminino e a obesidade foram os principais fatores de risco para não se recuperar em um ano... Em nossos aglomerados, o sexo feminino e a obesidade também foram associados com deficiências de saúde contínuas mais severas, incluindo desempenho reduzido em exercícios físicos e qualidade de vida relacionada à saúde em um ano, potencialmente destacando um grupo que pode precisar de intervenções de maior intensidade, como reabilitação supervisionada”.

Urgência de intervenções eficazes

Sobre a falta de tratamentos existentes para a covid longa, a profª Wain afirmou: “Não existem terapias específicas para a covid longa e nossos dados destacam que são urgentemente necessárias intervenções eficazes. Nossas descobertas de inflamação sistêmica persistente, em especial naqueles grupos com deficiência cognitiva moderada e muito severa, sugerem que esses grupos podem responder a estratégias anti-inflamatórias. A concordância da gravidade do comprometimento da saúde física e mental na covid longa destaca a necessidade não apenas de uma integração estreita entre os cuidados de saúde física e mental para pacientes com covid longa, incluindo avaliação e intervenções, mas também para transferência de conhecimento entre profissionais de saúde a fim de melhorar o atendimento ao paciente. A descoberta também sugere a necessidade de intervenções complexas que visem deficiências de saúde física e mental para aliviar os sintomas. No entanto, abordagens terapêuticas específicas para gerenciar o transtorno de estresse pós-traumático também podem ser necessárias”.

O professor Brightling concluiu: “Nosso estudo destaca uma necessidade urgente de serviços de saúde para apoiar essa grande e crescente população de pacientes na qual existe uma carga substancial de sintomas, incluindo capacidade reduzida de exercício e qualidade de vida relacionada à saúde substancialmente diminuída um ano após a alta hospitalar. Sem tratamentos eficazes, a covid longa pode se tornar uma nova condição de longo prazo altamente prevalente. Nosso estudo também fornece uma justificativa para investigar tratamentos para covid longa com uma abordagem de medicina de precisão a fim de direcionar os tratamentos ao perfil do paciente individual com o objetivo de restaurar sua qualidade de vida relacionada à saúde”.

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Christopher Brightling