Arqueólogos encontram fivela de cinto de 2 mil anos que parece capinha de celular

O artefato é feito de azeviche e decorado com pequenas pedras de turquesa, madrepérola e cornalina

Cientistas encontram fivela de cinto que parece uma capinha de celular em escavação na República de Tuva, Rússia / Foto: HMC RAS/Pavel Leus

Arqueólogos que trabalham em escavações na República de Tuva, uma divisão federal da Rússia, se surpreenderam com um dos objetos encontrados nas tumbas escavadas.

O objeto retangular mede 18 cm por 9 cm e se parece com uma capinha de celular moderna. Os pesquisadores brincam chamando o apetrecho de “iPhone de Natasha”, que é o apelido do esqueleto encontrado com o artefato.

Os cientistas acreditam que o objeto se trata de uma fivela de cinto. O artefato é feito de azeviche e decorado com pequenas pedras de turquesa, madrepérola e cornalina.

Cientistas encontram fivela de cinto que parece uma capinha de celular em escavação na República de Tuva, Rússia / Foto: HMC RAS/Pavel Leus

Segundo reportagem do jornal “The Siberian Times”, o cinto encontrado também estava decorado com moedas chinesas wuzhu, o que ajudou os cientistas a datarem o esqueleto e os artefatos enterrados com ele. Os pesquisadores acreditam que a tumba tenha 2.137 anos, porque foi nessa época em que esse tipo de moeda começou a ser cunhado.

A fivela foi encontrada em 2016 e foi descrita em um artigo assinado por Marina Kilunovskaya e Pavel Leus, do Instituto para a História da Cultura Material da Academia Russa de Ciências.

A tumba onde a fivela foi encontrada faz parte da necrópolis de Ala-Tey, no Mar Sayan, um reservatório gigante da usina hidrelétrica Sayano-Shushenskaya, a maior da Rússia. É apenas durante os meses de maio e junho que a água é drenada, expondo o solo debaixo da água. Por esse motivo, o local é chamado de “Atlântida russa”.

Nesse território já foram encontradas tumbas datando desde a Idade do Bronze até a época de Genghis Khan, entre os séculos 12 e 13.

 

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