As cores mágicas do céu noturno do Atacama

O deserto chileno, um dos locais de céu mais limpo e livre de poluição do planeta, mostra que a noite não é simplesmente sinônimo de escuridão

Atacama, área do Observatório do Paranal: a luminescência atmosférica faz o espetáculo. Crédito: Y. Beletsky (LCO)/ESO

Situado nas profundezas do deserto chileno do Atacama, longe de qualquer poluição luminosa, o Observatório do Paranal do Observatório Europeu do Sul (ESO) é um local de pesquisa líder mundial que desfruta de um dos céus mais escuros do planeta. Paradoxalmente, é essa escuridão extrema que faz com que o céu se ilumine de cores na imagem acima.

A vibrante luz visível que aqui vemos se deve a um fenômeno chamado luminescência atmosférica, que confere uma aparência mágica a um céu noturno já deslumbrante por si.

Como o nome sugere, a luminescência atmosférica é uma luz fraca no céu criada quando átomos e moléculas na atmosfera se combinam e emitem radiação. É visível apenas em regiões onde o céu é suficientemente escuro e as luzes artificiais não ofuscam.

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Esta foto foi obtida a partir do local onde está instalado o VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy). A trilha de luz amarela tênue que vemos ao longo do terreno leva até o Cerro Paranal, a montanha no centro da imagem, no topo da qual podemos ver o Very Large Telescope (VLT) do ESO. A brilhante faixa de estrelas que faz parte da nossa galáxia, a Via Láctea, aparece como um arco por cima da montanha, repleta das cores da atmosfera.