As intrigantes formas-pensamento

Forma-pensamento de susto repentino, segundo Annie Besant e Charles Leadbeater. Imagem: A. Besant/C. Leadbeater

Equipe Planeta

 

A importância do pensamento como energia objetiva já estava presente em sistemas religiosos antigos como os do Egito, da Grécia, da China e da Índia. Na segunda metade do século 19, foi o movimento teosófico, desencadeado pela russa Helena Blavatsky, que passou a defender essa ideia.

Inspirada sobretudo nas filosofias esotéricas do budismo e do hinduísmo, a teosofia desenvolveu a teoria das “formas-pensamento”, geradas e alimentadas pela energia dos pensamentos, emoções e sentimentos das pessoas. Segundo essa teoria, as formas-pensamento, uma vez criadas, passam a existir como entidades energéticas “inteligentes”. Elas se fixam na estrutura da aura – o corpo de energia sutil da pessoa – e, como a imagem fotográfica impressa na superfície do filme, passam a fazer parte daquela estrutura. Mesmo depois de cessado o pensamento que a originou, a forma-pensamento permanece como uma entidade viva – e, como tal, exige alimento para não morrer. Para tanto, tende a induzir a pessoa que a criou a repetir mais e mais os mesmos pensamentos que a nutrem.

 

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As formas-pensamento atuam no campo de energia sutil das pessoas, podendo provocar nele grandes alterações. Segundo o teosofista Charles Leadbeater, “quando eles (os pensamentos) são dirigidos para outras pessoas, as formas em verdade se movem pelo espaço em direção a essa pessoa, introduzem-se na sua aura e com esta se fundem em muitos casos. Quando, porém, os pensamentos e os sentimentos se concentram na própria pessoa que os emite – o que, receio, deve acontecer com a maioria das pessoas –, as formas ficam agrupadas em torno de quem lhes deu origem.”

De acordo com a teoria, todo ser pensante constrói para si mesmo uma espécie de concha de formas-pensamento – uma “vestimenta” de energia mental; assim, todos os nossos pensamentos e sentimentos reagem constantemente sobre nós mesmos. Nós os geramos e eles situam-se agora exteriormente, e são capazes de reagir sobre nós e de nos influenciar, sem que tenhamos consciência de sua proximidade e de seu poder. Pairando à nossa volta, as forças que irradiamos nos parecem vir todas de fora. Mas o pensamento de hoje em geral é apenas um reflexo do nosso pensamento da véspera ou da semana anterior. Os pensamentos, portanto, são coisas, capazes de influir sobre outras coisas e, principalmente, sobre quem os emite. Por isso, como dizem os ocultistas, como pensa o homem, assim ele é.

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