Astrônomos voltam a trabalhar após protestos no Telescópio de Trinta Metros (TMT)

Obra vem sendo alvo de manifestações desde sua cerimônia de inauguração, em 2014; opositores do projeto alegam que o território de Mauna Kea é sagrado para a população nativa do Havaí

Projeção artística de como vai ficar o Telescópio de Trinta Metros / Foto: TMT Observatory Corporation

Astrônomos voltaram ao trabalho nos doze observatórios de Mauna Kea, no Havaí, no dia 10 de agosto, depois que manifestantes bloquearam a construção do Telescópio de Trinta Metros (TMT, na sigla em inglês) por quatro semanas.

O Telescópio de Trinta Metros é um projeto de US$ 1,4 bilhão que será o maior telescópio do hemisfério Norte. A obra vem sendo alvo de protestos desde sua cerimônia de inauguração, em 2014. Os opositores do projeto alegam que o território de Mauna Kea é sagrado para a população nativa do Havaí.

Segundo a revista “Science“, os protestos acabaram entrando em debates sobre nacionalismo, autodeterminação dos povos, ou seja, o direito do povo de um país de se autogovernar, e sobre direitos sobre a terra no arquipélago que faz parte dos Estados Unidos.

O TMT terá, como o nome já diz, 30 metros de altura. Ele terá 492 segmentos de vidro reflexivo para formar um espelho gigante. O telescópio abrangerá uma área de observação de 655 metros quadrados e terá uma resolução 12 vezes maior do que o telescópio Hubble.

O Telescópio de Trinta Metros / Foto: TMT Observatory Corporation

COMPARTILHAR