Atração turística de Amsterdã se transforma em ato pela Amazônia

A iniciativa é uma mensagem em prol da preservação da floresta amazônica que se vê mais ameaçada por diferentes ações tomadas no governo Bolsonaro

Por 14 anos, um dos símbolos mais fotografados de Amsterdã, capital da Holanda, foi o letreiro gigante “I amsterdam” que funde a frase “I am Amsterdan” (Eu sou Amsterdã), que tinha 22 metros de comprimento por 3 m de altura. Mas o governo local decidiu retirar a atração da praça do museu para desafogá-lo de um excesso de visitantes.

Recentemente o Greenpeace obteve a autorização para colocar outro letreiro no mesmo local, seguindo o mesmo estilo e tamanho, às vésperas da reunião do G20, com as palavras “I amazonia”. A iniciativa é uma mensagem em prol da preservação da floresta amazônica que se vê mais ameaçada por diferentes ações durante a presidência de Jair Bolsonaro.

No Instagram, o Greenpeace publicou: “Dizem que a gente só dá valor a algo quando perde. Os holandeses, e os turistas, hoje sentem faltam de um dos seu principais cartões-postais, a escultura “I amsterdam”, que foi removida da famosa Praça dos Museus, de #Amsterdam. Isso inspirou nossos ativistas do Greenpeace Holanda a realizar esta linda ação: “I amazonia” (Eu sou Amazônia, em inglês), para nos lembrar da importância da nossa #floresta antes que ela acabe em função do #desmatamento. Quem passou pelo local, fez questão de registrar essa mensagem. Será que nós, brasileiros, só vamos dar valor a #Amazônia quando a perdermos? Confira nosso Stories para participar do abaixo-assinado pelo compromisso do governo com o #DesmatamentoZero.”

Fundo Amazônia

Entre os retrocessos na política ambiental do novo governo, está a paralização dos projetos financiados pelo Fundo Amazônia, mantido em sua esmagadora maioria por recursos da Noruega e Alemanha, que também participam do G20. Angela Merkel assumiu o compromisso de “fazer o possível, dentro das minhas forças, para o que acontece hoje no Brasil não aconteça mais. (…) Vejo com grande preocupação a atuação do novo presidente brasileiro (…) Vejo como dramático o que está acontecendo no país.”

Até o ano passado, cerca de dez projetos eram aprovados todos os anos, mas já é meio do ano de 2019 e nenhum projeto foi aprovado devido a intervenções feitas pelo presidente no processo de seleção. O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, levantou várias suspeitas de uso inadequado do dinheiro e queria direcioná-lo para indenizar proprietários rurais em unidades de conservação.

A proposta foi levada aos embaixadores da Noruega e da Alemanha e não foi aceita. Eles garantiram que as auditorias nunca encontraram irregularidades no uso das verbas, defenderam a manutenção do modelo que já vem funcionando há 10 anos, e elogiaram a competência e a independência do BNDES na gestão desses recursos.

Governo Bolsonaro traz incerteza sobre meio ambiente

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