Blue Zones: o mapa mundial da longevidade com saúde

Cinco áreas do planeta – duas na Europa, duas nas Américas e uma na Ásia – dão lições sobre como conquistar uma vida longa e saudável

Ikaria, Grécia, um dos destaques das Blue Zones. Crédito: Sarah Mutter/Unsplash

Qual é o segredo de viver muito e bem? Para obter essas respostas, o astrofísico e demógrafo belga Michel Poulain visitou a Sardenha – uma ilha famosa por seus habitantes longevos – e, ao lado do médico local Gianni Pes, mapeou as aldeias em que havia maior incidência de centenários, denominando no início dos anos 2000 essas áreas de blue zones (zonas azuis), em artigo publicado na revista Experimental Gerontology. A ideia de Poulain e Pes seduziu outro estudioso do tema, o empresário americano Dan Buettner, que em 2005 ampliou a pesquisa para outros locais do mundo, num projeto patrocinado pela National Geographic Society que rendeu um artigo publicado em 2005.

Blue Zones hoje é um site de Buettner que traz artigos e dicas sobre os locais marcados pela longevidade no mundo e os fatores que os levam a isso. Ali são mostrados os cinco locais do planeta em que as pessoas vivem mais e são mais saudáveis. Todos eles reúnem nove características de estilo de vida em comum (confira mais adiante), que Buettner está usando para criar “comunidades saudáveis” nos EUA. (A primeira, em Albert Lea, Minnesota, é um “surpreendente sucesso” e está servindo para modelar as que virão a seguir.)

A culinária de Okinawa está entre as razões de essas ilhas do Japão estarem entre as Blue Zones. Crédito: 8-Low Ural/Unsplash
Os pontos no mapa

1) Ikaria, Grécia – Os habitantes dessa minúscula ilha do Mar Egeu vivem oito anos a mais do que os americanos, têm metade da taxa de doenças cardíacas e quase nenhum caso de demência.

2) Loma Linda, EUA – Localizada a leste de Los Angeles, essa comunidade com predomínio de adventistas se caracteriza por sua compreensão sobre o poder da fé, da amizade e das frutas.

3) Sardenha, Itália – Ilha mediterrânea, a Sardenha abriga a maior concentração de homens centenários do mundo e apresenta estilos de vida saudáveis ​​que não mudaram muito nos últimos dois milênios.

4) Okinawa, Japão – Situadas no sul do Japão, as ilhas de Okinawa possuem um alto índice de mulheres longevas. Um dos segredos é a alimentação, baseada em vegetais e ingredientes antioxidantes e com pouco açúcar.

5) Península de Nikoya, Costa Rica – Essa península na costa do Pacífico do país centro-americano possui lindas praias, casas coloridas, frutas exóticas e residentes com probabilidade de chegar saudáveis aos 90 anos duas vezes maior do que a média americana.

Praia na região de Nikoya: área é conhecida pelas belezas naturais. Crédito: Nat Fernández/ Unsplash
Receita desvendada

Conheça agora as características compartilhadas por essas Blue Zones:

1) Mover-se naturalmente – Não se trata de praticar corrida, mas de viver em ambientes que levam as pessoas a mover-se sem pensar nisso. É comum aqui a jardinagem, os trabalhos domésticos em casa e no quintal.

2) Objetivo – Saber qual é seu propósito na vida adiciona até sete anos na expectativa de vida extra.

3) Rotinas para livrar-se do estresse – O estresse é comum na vida, mas não deve dominá-la. Em cada um dos cinco locais existem hábitos que, na prática, criam um refúgio mental contra o estresse.

Vila na Sardenha: ilha italiana é conhecida pela longevidade de seus habitantes. Crédito: Marek Ślusarczyk (Tupungato)/Wikimedia Commons

4) Regra dos 80% – Os habitantes das Blue Zones nunca saciam totalmente sua fome. A diferença de 20% entre não estar com fome e se sentir satisfeito pode ser a diferença entre perder peso ou ganhá-lo, observa o site.

5) Dieta – Feijão, lentilha e soja estão na base das dietas centenárias. Come-se carne (especialmente de porco) no máximo cinco vezes por mês. As porções são pequenas, de no máximo 115 gramas.

6) Vinho – As pessoas das Blue Zones que ingerem álcool o fazem com moderação e regularidade – de um a dois copos de vinho por dia, por exemplo. Não adianta deixar de beber nos dias úteis e encher a cara no fim de semana.

Capela da Universidade de Loma Linda: religião é um ingrediente da receita. Crédito: Soberclass/Wikimedia Commons

7) Religião – Fazer parte de alguma denominação religiosa é considerado benéfico. Segundo pesquisa do site, participar de serviços religiosos quatro vezes por mês aumenta a expectativa de vida entre 4 e 14 anos.

8) Família – Manter relações com familiares em primeiro plano é um traço comum entre centenários bem-sucedidos. O compromisso com um parceiro ao longo da existência aumenta em até três anos a expectativa de vida.

9) Tribo certa – Os centenários mais vigorosos nasceram e/ou cultivam círculos sociais que apoiam comportamentos saudáveis.

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