Brasil repatriará pelo menos 45 fósseis exportados ilegalmente

Justiça da França atendeu a um pedido de cooperação do Ministério Público no Ceará para fósseis de pterossauros, tartarugas marinhas, aracnídeos, peixes, répteis, insetos e plantas

Esqueleto de um pterossauro extraído da Chapada do Araripe, que ficava em exposição no Museu Nacional (Crédito: Dornicke)

Fósseis de pterossauros, tartarugas marinhas, aracnídeos, peixes, répteis, insetos e plantas retirados de forma ilegal do Brasil nas décadas de 1980 e 1990 devem retornar ao país. A Justiça da França aceitou o pedido de cooperação do Ministério Público do Ceará após apresentação de provas contra François Escuillie, vendedor e restaurador que tem o maior laboratório da Europa de reparação e reconstituição de fósseis, segundo informou o G1.

As peças estavam sendo vendidas pela internet pela Geofossiles, localizada em Ardennes, a pedido de uma sociedade chamada Eldonia, gerida por Escuillie. A denúncia partiu da paleontóloga brasileira Taissa Rodrigues que encontrou um fóssil de pterossauro à venda online por US$ 248,9 mil.

Esse exemplar é o único que ainda não está liberado para repatriação, pois o processo ainda não foi concluído. O esqueleto quase completo do dinossauro tem cerca de quatro metros de envergadura e é da espécie Anhanguera. As rochas onde o esqueleto foi encontrado têm mais de 110 milhões de anos. Mas os outros 45 itens já estão liberados.

Com base em raridade, interesse científico e qualidade de preservação, no total os fósseis extraídos de forma ilegal da Chapada do Araripe – localizada nas divisas dos estados de Ceará, Pernambuco e Piauí – estão avaliados em R$ 2,5 milhões (600 mil euros).