Brasileiro prefere carro elétrico que seja carregado em até 30 minutos

Pesquisa inédita revela também que a maioria dos proprietários de veículos híbridos deseja trocá-lo por outro híbrido ou um elétrico

Prius Flex: opção para consumidores brasileiros que querem conhecer um híbrido movido a eletricidade, gasolina e etanol. Crédito: Governo do Brasil

O Instituto Ipsos de pesquisa e de inteligência de mercado apresentou ontem (1º de outubro), durante o Congresso Brasileiro de Mobilidade e Veículos Elétricos (C-Move), em São Paulo, um estudo inédito focado no comportamento do consumidor brasileiro em relação aos veículos híbridos elétricos. O C-Move acontece paralelamente ao evento Veículo Elétrico Latino-Americano, no Transamerica Expo Center, até 3 de outubro.

Segundo a pesquisa, os dois fatores que atualmente mais incomodam os motoristas nos veículos movidos a combustão são a emissão de poluentes e o elevado preço do combustível. Entre o público entrevistado, ficou evidente que os homens da geração Z e com maior renda são os mais familiarizados com o tema.

A pesquisa mostra também que 80% dos entrevistados compraram um veículo híbrido devido à economia de combustível. Além disso, 55% dos que já possuem um híbrido afirmam que, na próxima troca de carro, optarão por um novo híbrido ou elétrico.

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Com base nessa pesquisa, também foi possível identificar os atributos que o veículo elétrico ideal para o brasileiro deve contemplar. A lista inclui: ter tempo de carregamento entre 20 e 30 minutos; autonomia entre 200 km e 300 km; ser carregado uma vez ao dia; ter a mesma linha de design em relação aos carros a combustão; e ter a energia elétrica como fonte primária.

Estímulo à demanda

O estudo detectou ainda alguns pontos que devem ser avaliados para melhorar as condições e estimular a maior demanda por automóveis elétricos no Brasil. Confira os principais:

– 35% dos participantes da pesquisa consideram que não há facilidade para encontrar veículos elétricos no mercado;

– 33% afirmam que não é fácil encontrar estações de carregamento;

– 32% avaliam que os veículos têm alto custo geral;

– para 30%, os modelos atrativos são muito caros;

– 29% acreditam que a autonomia não é adequada para percorrer longas distâncias.

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