Brasileiros não conseguem ficar longe do celular por mais de uma hora, diz pesquisa

Estudo também mostrou que 91% dos entrevistados mandam mensagem de áudio por preguiça de digitar, mesmo que não conheçam muito bem seu interlocutor

Brasileiros não conseguem ficar mais de uma hora longe do celular, diz pesquisa / Foto: Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

Um estudo realizado pela Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, detectou que 91% dos brasileiros não conseguem ficar longe do celular por mais de uma hora.

A pesquisa foi feita com com mais de dois mil brasileiros que possuem smartphones, entre 16 e 45 anos, e fez um comparativo entre abril de 2018 e julho de 2019.

Os resultados também apontaram que 91% dos entrevistados disseram que gravam áudios por preguiça de digitar, mesmo sem ter intimidade com a pessoa com quem estão conversando. Houve um crescimento expressivos 40% nesse comportamento. Em 2018, 65% entrevistados relataram esse hábito.

Também houve um aumento de 67% dos brasileiros que se cobram de silenciar o celular à noite, mas nunca o fazem. Em abril de 2018 eram 21% e, em julho deste ano, 35% reportaram esse comportamento.

Outros comportamentos analisados foram colocar o fone de ouvido e plugá-lo no celular, com ou sem música, só para não terem que conversar com ninguém – 64% dos entrevistados relataram esse comportamento – e dar uma olhada no celular caso a pessoa acorde no meio da noite (66% entrevistados fazem isso). 

Sobre aplicativos, 69% dos brasileiros afirmaram que ao menos metade de seus apps ficam logados o tempo todo em seus celulares, e 73% dos entrevistados pedem mais comida delivery que antes por conta da facilidade do app em seu celular.

A pesquisa também apontou a efemeridade dos joguinhos de celular: 70% dos brasileiros já jogaram o mesmo joguinho vários dias ou semanas seguidas, depois nunca mais abriram. Um crescimento de 19% em relação a 2018. Além disso, 43% dos entrevistados disseram que já jogaram um jogo pelo celular no meio de uma reunião de trabalho ou aula.

Ainda sobre aplicativos, metade dos entrevistados, 51%, afirmaram que já baixaram um aplicativo e nunca usaram. Outra mudança de comportamento detectada é que parece que cada vez mais pessoas estão se irritando com a interferência do WhatsApp em suas vidas: 70% das pessoas disseram que colocaram a maioria dos grupos do aplicativo no silencioso, um crescimento de 23%, comparado a 2018.

Por outro lado, cada vez mais brasileiros pagam a maioria de suas contas por aplicativo de banco: são 42%, em comparação com 34% em 2018.

E, também, cada vez mais as redes sociais são acessadas pelo celular: 85% dos brasileiros usam o smartphone para isso, em comparação com 74% em 2018, um crescimento de 15%.

Veja outros resultados curiosos da pesquisa:

– 60% dos entrevistados afirmaram que perdem a noção do tempo vendo posts e vídeos no celular;

– 54% das pessoas consultam preços de produtos pelo celular quando vêem algo interessante em uma loja física;

– 68% das pessoas usam o celular como lanterna com frequência;

– 64% dos brasileiros apagam sempre seus históricos de conversas;

– 45% das pessoas já pediram carregador emprestado para quem não conheciam. Um crescimento de 22% em relação a 2018;

– 88% dos brasileiros procuram por um assunto no celular no meio de uma discussão;

– 88% dos brasileiros afirmaram que já caíram em uma fake news pelo ceular;

– 59% afirmaram que, entre um tutorial por escrito ou em vídeo, preferem vídeo;

– 20% dos brasileiros já agendaram algum tipo de consulta médica sem falar com ninguém, tudo através do celular. Um crescimento de 54%: em 2018, eram 13%;

– 33% usam o celular para o controle da saúde. Em 2018 eram 26%, um crescimento de 27%; 

– 32% só abrem twitter quando tem uma polêmica rolando.