Câmera capta halo celeste no Atacama

Fenômeno, que pode ocorrer em qualquer lugar do mundo, ocorre quando a luz do Sol ou da Lua atravessa nuvens na alta atmosfera da Terra

O halo visto no Atacama: efeito da passagem da luz solar ou lunar por nuvens altas na atmosfera. Crédito: ESO/B. Tafreshi

Os telescópios do Observatório de La Silla do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, têm por missão observar e estudar o vasto universo, mas há diversos fenômenos naturais interessantes muito mais perto de casa. Um exemplo é este halo celeste de 22 graus. Esta foto foi tirada no alto do remoto deserto de Atacama, mas tal visão pode ser observada durante todo o ano em todo o mundo.

• “Minieclipse” de Mercúrio pode ser visto até as 15 horas de hoje
• Migrações e diversidade marcaram 12 mil anos de história de Roma

Esses halos se formam quando a luz do Sol, ou da Lua, atravessa nuvens do tipo cirrus situadas na alta atmosfera terrestre. Os minúsculos cristais de gelo que compõem essas nuvens agem como prismas em miniatura, mudando a direção da luz que passa por eles (um fenômeno conhecido como refração). Os raios luminosos tendem a “se agrupar” no ângulo que representa o menor desvio do seu percurso original.

Para a forma particular de cristal de gelo que se encontra no meio dessas nuvens, o ângulo de desvio mínimo ocorre por volta de 22 graus. Eis a razão pela qual vemos esse halo de luz concentrado a uma distância correspondente a 22 graus da Lua.

LEIA TAMBÉM: Brilho de uma galáxia na estreia do novo observatório do ESO

O telescópio de 3,6 metros do ESO que aparece na foto contém o instrumento HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher). O HARPS foi um dos dois instrumentos do ESO que, em 2016, detectaram o planeta Proxima b, com massa comparável à da Terra, que orbita em torno da estrela mais próxima do Sol que conhecemos.