Câmera flagra redemoinhos de poeira gigantes de Marte em ação

Fenômeno é semelhante ao que ocorre na Terra, mas tem dimensões bem maiores

Redemoinho de poeira em Marte, aqui captado pelas câmeras do rover Curiosity: fenômeno interessante e importante para estudo. Crédito: Nasa/JPL-Caltech/SSI

Redemoinhos de poeira gigantes (dust devils, em inglês) – colunas giratórias de vento – estão constantemente varrendo a superfície de Marte.

Nas imagens abaixo, capturadas em 27 de fevereiro de 2019 pela câmera CaSSIS na sonda ExoMars Trace Gas Orbiter, das agências espaciais europeia e russa (ESA-Roscosmos), com cerca de 45 segundos de intervalo, dois redemoinhos de poeira foram pegos em ação. As “plumas” brilhantes foram vistas viajando pelo interior de uma cratera de 70 km no hemisfério sul de Marte, deixando uma faixa escura atrás delas. As sombras das duas colunas de poeira também podem ser vistas em movimento. O redemoinho na parte esquerda da imagem está viajando a cerca de 4 metros por segundo. Já o da direita está viajando a 8 m/s.

Os dois redemoinhos flagrados pela câmera da ExoMars: o da direita é duas vezes mais rápido que o da esquerda. Crédito: ESA/Roscosmos/CaSSIS

A mancha escura do solo à esquerda da imagem é um grande campo de dunas basálticas.

Origem semelhante

A ação frequente de redemoinhos deixa essa rede típica de marcas cruzadas na superfície à medida que remove a camada superior de poeira, deixando caminhos mais escuros em seu rastro.

Os redemoinhos de poeira em Marte se formam da mesma maneira que os da Terra. Quando o solo fica mais quente do que o ar acima dele, plumas crescentes de ar quente se movem através do ar mais frio e denso. Isso cria uma corrente ascendente, com o ar mais frio afundando e originando um circulação vertical. Se uma rajada de vento horizontal sopra, o redemoinho de poeira é acionado. Depois de girar com suficiente rapidez, os funis giratórios podem coletar poeira e empurrá-la pela superfície.

Porém, os redemoinhos marcianos são muito maiores do que suas contrapartes terrestres. No Planeta Vermelho, eles podem elevar-se a até oito quilômetros de altura, criando trilhas que têm dezenas a centenas de metros de largura e se estendem por vários quilômetros. Seu tamanho colossal os torna altamente eficazes em transportar poeira para a atmosfera de Marte. Como tal, são interessantes – e importantes – de estudar a fim de compreendermos como eles podem influenciar o clima do planeta ao longo do tempo.

Um dos objetivos científicos da câmera CaSSIS é investigar processos de superfície dinâmicos, incluindo processos eólicos como esses, e apoiar o conjunto de espectrômetros do orbitador na documentação de traços de gases na atmosfera do planeta e suas fontes potenciais.

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