Cartas

Bezerra de Menezes

>> Peço desculpas aos leitores de PLANETA pelo erro cometido na edição nº 438, na matéria “Com o pensamento, pode-se mudar a vida de alguém”. Está escrito que médiuns iguais ao dr. Adolfo Bezerra de Menezes existem muitos no Brasil. Em primeiro lugar, o dr. Bezerra não era médium; era apóstolo de Jesus. Nunca se ouviu dizer que ele recebia mensagens mediúnicas; apenas transmitia os ensinamentos de Jesus da maneira que sua alma recebia. Em relação às consultas, ele sempre agiu como médico. Hoje, o dr. Bezerra está no Núcleo dos Espíritos Veneráveis, que ajudam os pobres mortais como nós a sentir o amor da Mãe do Céu. Uma última observação: não dirijo trabalhos na Federação Espírita do Estado de São Paulo; apenas coordeno.

Martha Gallego Thomaz, São Paulo, SP, por carta

Roberto Gambini

>> Foi “legal” ler a revista PLANETA do mês de janeiro último (edição nº 436). Sou fã da revista desde que a conheci e acompanhei suas alterações e novos enfoques. A entrevista com Roberto Gambini – que joia! Sou grande admiradora de C. G. Jung e tive a felicidade de ter um longo contato analítico com um terapeuta de referencial junguiano (Newton César), amigo, colega e admirador de Gambini.

Íris K. Bigarella, Curitiba, PR, e-mail: irisbigarella@gmail.com

Ratos da Ilha de Páscoa

>> Acabei de ler o livro A Expedição Kon Tiki, de Thor Heyerdahl, no qual o autor narra a viagem que fez, numa balsa de palha, do Peru até a Ilha de Páscoa, para provar que a colonização dessa ilha a partir da América do Sul era possível. Fiquei fascinado pelas histórias sobre a ilha. Sugiro uma reportagem atualizada sobre ela. Parece que a destruição das florestas da Ilha de Páscoa, pela mão do homem, foi a causa da ruína dessa importante civilização do Pacífico.

Dario Steganoff Lieira, Rio de Janeiro RJ, por fax.

Nota da Redação: Caro Dario, você será atendido mais cedo do que pensa. Estamos preparando uma matéria sobre a Ilha de Páscoa. Quanto às causas verdadeiras da decadência e quase extinção da civilização ali surgida, existe agora uma nova hipótese científica segundo a qual a culpa da destruição das florestas que cobriam a sua superfície não é exatamente dos homens, e sim de um pequeno rato introduzido na ilha pelos primeiros colonizadores. O animal adorava alimentar-se das sementes das palmeiras e de outras árvores que ali existiam. Esses ratos se reproduziram em muitas centenas de milhares e acabaram por devorar tudo.

 

Poder de germinação

>> No fundo de uma caixa que encontrei no celeiro da fazenda que pertenceu a meu avô, perto de Franca (SP), achei um punhado de grãos de milho. Tinham mais de dez anos, pois esse era o tempo em que o celeiro ficara fechado. Plantei os grãos, e dois deles brotaram e cresceram normalmente! Quanto tempo uma semente pode se conservar sem morrer?

Daniel Valério Faria, Uberlândia, MG, por fax.

Nota da Redação: Daniel, isso depende da espécie da planta. No geral, segundo os agrônomos, uma semente de cereal pode ser conservada por vários anos. Mas há casos excepcionais: em Israel, uma tamareira brotou de grãos velhos de mais de 2 mil anos! Ela é hoje um arbusto de cerca de 1,5 metro de altura. Essa semente, batizada Matusalém por pesquisadores israelenses e suíços que a fizeram germinar, bateu um novo recorde em matéria de conservação. O anterior pertencia a grãos chineses de lótus velhos de 1.300 anos. As sementes de tâmara foram achadas por arqueólogos nas escavações das ruínas de Massada, no deserto da Judeia, um meio seco e quente propício à sua conservação. O estudo dessa semente mostrou que pelo menos a metade do seu patrimônio genético difere completamente do das tamareiras contemporâneas.

Viver na Lua

>> Fala-se agora na possibilidade de se viver em Marte. Mas não seria muito mais fácil, antes, criarmos colônias na Lua?

Jairo Souza Branco, Santa Rita do Passa Quatro, SP, e-mail: jairosbranco@gmail.com

Nota da Redação: Jairo, em termos de distância, certamente seria bem mais fácil nos estabelecermos primeiramente na superfície da Lua. Mas é muito difícil fazer previsões confiáveis a respeito disso, pois a Lua não é circundada por uma atmosfera como a da Terra e, portanto, suas variações térmicas seriam insuportáveis para o homem: 100 graus centígrados de dia, 170 graus centígrados negativos de noite! Em todo caso, segundo descobertas recentes, parece que sob a crosta lunar existem importantes reservas de água, elemento essencial para a vida como a conhecemos. A Nasa, além disso, anunciou que até 2020 a primeira estação lunar permanente será operativa. Ou seja, ela será a primeira colônia humana criada num solo extraterrestre.

 

PLANETA no Japão

>> Resido no Japão desde 1991. Considero PLANETA uma das melhores revistas brasileiras. Os temas que aborda me levam a uma compreensão mais profunda dos grandes problemas da atualidade – todos eles, em última análise, de fundo espiritualista. Muitos artigos transmitem informações importantes sobre países de culturas diferentes. Aprendi muito com PLANETA.

Hélio Filho de Moraes e Silva, Fujisawa, Japão, e-mail: helioanah@yahoo.com.br

Água doce

>> Fiquei intrigado com uma informação contida na matéria de capa da PLANETA nº 438, de março último. A informação de que apenas 3% da água existente no planeta é doce abre margem para dúvidas. Após ler a matéria, busquei mais informações e encontrei diferenças: • Revista Veja SP (em anúncio sobre a revista Superinteressante): apenas 0,3% de toda água do planeta é doce e líquida.

• http://www.cienciaefe.org.br/jornal/ ed78/mt02.htm: (…) 97,5% dessa água é salgada, está nos oceanos. Dos 2,5 pontos percentuais que restam, a maior parte (68,9%) encontra-se nas calotas polares e geleiras, 29,9% constituem as águas subterrâneas e 0,9% é relativo à umidade dos solos e pântanos. Rios e lagos representam apenas 0,3% do total de água doce do planeta.

• http://www.sabesp.com.br: 3/4 da crosta terrestre são cobertos de água; 98% da água da Terra é salgada. Dos 2% de água doce existente, 76% está congelada, 22% no subsolo e apenas 2% nos rios e lagos. Desses 2% de água nos rios e lagos, apenas 0,7% é potável.

Não seria o caso de esclarecermos essas dúvidas, já que PLANETA é uma revista tão séria que traz como slogan: “Conheça o mundo, descubra você”? Abraços a toda a equipe.

Luiz Gonzaga Freitas, São Paulo, SP, e-mail: lullyfreitas@yahoo.com.br

Nota da Redação: Caro Luiz Gonzaga, os dados que você nos traz não são necessariamente conflitantes, embora os percentuais apresentem alguma variação. Como referência, usamos no artigo informações citadas pelo U.S. Geological Survey (USGS) no estudo “The Water Cycle: Freshwater Storage” (http://ga.water.usgs.gov/edu/ watercyclefreshstorage.html): água salgada: 97%; água doce: 3%. Do total de água doce, 68,7% estão em calotas polares e geleiras; 30,1% correspondem a águas subterrâneas; 0,3%, a água de superfície; e 0,9%, a outros tipos de classificação.

 

 

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