Centros em SP e RJ estudam plasma sanguíneo para tratar Covid-19

Terapia foi utilizada com sucesso em epidemias de doenças como ebola e H1N1

Pode estar no sangue dos pacientes curados de Covid-19 a resposta à doença. Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) autorizou o uso do plasma de pessoas curadas de Covid-19 para tratar pacientes graves da doença causada pelo novo coronavírus. De acordo com o portal G1, a autorização foi concedida no sábado (4 de abril) ao consórcio formado pelos hospitais paulistas Albert Einstein, Sírio-Libanês e a Universidade de São Paulo (USP). No Rio de Janeiro, o Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio) também inicia nesta semana estudos na área.

O procedimento estudado consiste em colher essa parte do sangue que contém os anticorpos produzidos pelos organismos de pessoas que estão curadas da doença. Depois de coletado, o chamado plasma convalescente é transferido para o corpo de pacientes infectados com Covid-19 cujo quadro é grave.

Esse tipo de terapia foi utilizado em epidemias como a de ebola e a de H1N1. Um estudo semelhante foi feito pelo Hemorio para tratar a dengue, e bons resultados foram obtidos em laboratório. A ideia é criar mais uma alternativa para o combate ao novo coronavírus.

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Pacientes que já se curaram da doença estão sendo convocados e serão avaliados como potenciais doadores de plasma. O plasma convalescente tem sido objeto de estudo na França, no Canadá, em Israel, na Espanha e na China.

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