China lança astronautas rumo a sua nova estação espacial

A estação Tianhe, com previsão de ficar totalmente pronta em 2022, deverá ter vida útil de 15 anos

Os três astronautas chineses lançados hoje: apenas um não tinha experiência prévia no espaço. Crédito: Twitter

A China enviou hoje (17 de junho) a primeira tripulação completa de três astronautas para a nova estação espacial que o país está construindo no espaço. Dois dos astronautas já haviam participado de missões anteriores; o outro componente está fazendo sua estreia no espaço.

Os astronautas viajaram a bordo da nave Shenzhou-12, levada pelo foguete Longa Marcha-2F Y12. O destino da expedição é o módulo principal da estação Tianhe (“Harmonia Celestial”), lançada em órbita em 29 de abril deste ano. Os três tripulantes chegaram à estação cerca de seis horas após sua decolagem. Eles deverão permanecer três meses na estação. Nesse período, realizarão caminhadas no espaço, experiências científicas e serviços de manutenção.

Essa é a terceira de 11 missões que a China deverá realizar até o fim de 2022, para construir e manter a Tianhe e enviar tripulantes e suprimentos. Outros dois módulos da estação estão programados para lançamento no próximo ano. A atual missão é a primeira com tripulantes em cinco anos.

Programa robusto

A Tianhe vem na sequência do know-how que a China conquistou com duas estações experimentais lançadas no início do seu programa espacial. Astronautas chineses passaram 33 dias na segunda das estações anteriores, quando realizaram uma caminhada no espaço e deram aulas de ciência transmitidas para escolas do país. A Tianhe deverá estar operacional durante 15 anos. Enquanto isso, a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) está chegando ao término de seu período útil.

Segundo autoridades chinesas, missões científicas de outros países e possivelmente astronautas estrangeiros poderão visitar a Tianhe no futuro. Quando estiver pronta, a estação poderá abrigar estadias de até seis meses, tal como a ISS. Vale observar que a China não participa da ISS, em virtude sobretudo das ressalvas dos Estados Unidos em relação à falta de transparência do programa chinês e às suas relações com as Forças Armadas do país.

O lançamento de hoje é mais um indício da robustez do programa espacial da China. Ainda no mês passado, o país pousou em Marte sua sonda Tianwen-1, que levou um rover (veículo de exploração espacial). Ao longo dos últimos anos, a China também pousou uma sonda e um rover no lado oculto da Lua e trouxe amostras do solo do nosso satélite.

Por enquanto, a China está lançando apenas astronautas homens ao espaço (foram 11 até esta missão). Todos eles eram pilotos do Exército de Libertação Popular, braço militar do Partido Comunista, que dirige o país. Mas as autoridades chinesas já avisaram que as mulheres também estão em seus planos espaciais.

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