Cientistas estudam as melhores formas de abraçar

Duração da experiência e forma do abraço têm importância no efeito final, concluem pesquisadores britânicos

Crédito: Pxfuel

Existem fórmulas certas para abraçar? A fim de descobrir a ciência por trás do abraço eficiente, pesquisadores britânicos liderados por Anna Düren, psicóloga da Goldsmiths (unidade da Universidade de Londres), reuniram 103 pares de amigos e acompanharam diferentes tipos de abraços dados por eles. No total, cada participante recebeu seis abraços. As descobertas dos pesquisadores foram apresentadas em artigo na revista Acta Psychologica.

Segundo os cientistas, abraços com duração de dez segundos provocavam mais prazer. Aqueles com cinco segundos davam um pouco menos de alegria. Já um abraço de um segundo inspirava menos felicidade.

No estudo, pediu-se aos voluntários que avaliassem os abraços que receberam de amigos tanto em termos de prazer como de excitação. De acordo com os resultados, abraços de um segundo tiveram pouco efeito nessas categorias. Já os abraços de cinco e dez segundos registraram um grande impacto, que em geral já havia desaparecido três minutos depois nas entrevistas de acompanhamento.

Fórmulas mais comuns

Os psicólogos descobriram que a combinação cintura-pescoço era mais comum entre abraços de mulher para mulher e de homem para mulher. Com base no feedback autorrelatado feito imediatamente, três ou seis minutos após o abraço, a diferença de altura entre as duas pessoas teve pouco ou nenhum impacto no tipo de abraço ou na experiência.

Os abraços em que ambos os participantes cruzavam os braços por trás do parceiro pontuaram mais alto para excitação. Aqueles em que um dos participantes envolvia a cintura do parceiro enquanto o outro envolvia o pescoço foram associados um pouco mais para o lado do prazer.

“O prazer experimentado pelos participantes aumentou após abraços de cinco e dez segundos em comparação com abraços de um segundo”, observaram os pesquisadores no artigo. “Os participantes indicaram níveis mais elevados de excitação imediatamente após o abraço em comparação com três e seis minutos após o abraço, enquanto o prazer e o controle experimentados não mudaram com o tempo.”

Essas descobertas sugerem que os abraços podem influenciar a excitação por um curto período, mas que essa mudança desaparece em até três minutos após o abraço.

“Baseados em nossas descobertas, recomendamos o uso de um abraço cruzado de cinco segundos para modelar um tipo de experiência familiar e agradável”, concluíram os pesquisadores. Eles acrescentaram: “O abraço cruzado (na altura da cintura) tem sido considerado mais igualitário e outras formas de abraço. Com base nesse argumento, parece provável que (abraços) homem-homem expressem reconhecimento de igualdade.”

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