Cientistas querem ‘surfar’ iceberg gigante para estudar seu impacto

Objetivo é acompanhar as consequências do degelo do iceberg A-68A na cadeia alimentar baseada em fitoplânctons, como o krill

Iceberg A-68A no Mar de Weddell: mesmo depois de perdas consideráveis em área e volume, o bloco ainda é uma ameaça para a biodiversidade da área onde ele está. Crédito: Henry Páll Wulff/Wikimedia Commons

Pesquisadores britânicos estão montando uma expedição para acompanhar os últimos momentos do iceberg A-68A. Neste momento, o bloco gigante flutua nas proximidades das Ilhas Geórgia do Sul, a 2 mil quilômetros a leste da extremidade da Patagônia argentina.

O iceberg tinha quase 6.000 km2 quando se desprendeu da plataforma Larsen C, na Antártida. Mesmo tendo perdido metade da sua área e dois terços do seu volume, o A-68A ainda pode causar danos.

Os pesquisadores querem acompanhar o impacto do degelo na cadeia alimentar baseada em fitoplânctons, como o krill. Águas momentaneamente mais frias podem alterar significativamente a população de krill e, daí, a população de focas, pinguins e baleias que dele se alimenta. Robin McKie escreveu a respeito no “The Guardian”.

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