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Ciência09/05/2022

Com 2 anos, uma gêmea ficou na Coreia, outra foi morar nos EUA. Veja o que aconteceu

Crédito: Pxfuel

09/05/22 - 11h34min

Um caso de gêmeas monozigóticas criadas separadamente na Coreia do Sul e nos Estados Unidos proporcionou uma rara avaliação da influência de aspectos genéticos, culturais e ambientais influenciam o desenvolvimento humano. A pesquisa, realizada por Nancy L. Segal, professora e diretora do Centro de Estudos de Gêmeos da Universidade Estadual da Califórnia em Fullerton (EUA), e Yoon Mi-Hur, professora associada da Universidade Kookmin, de Seul (Coreia do Sul), foi publicada na revista Personality and Individual Differences.

“Estudei gêmeos idênticos criados separados por muitos anos. Eles representam um experimento simples, mas elegante, para desvendar as influências genéticas e ambientais nas características humanas. Este caso foi único porque as gêmeas foram criadas em diferentes países”, disse Segal.

Afastamento e descoberta

As gêmeas nasceram em 1974 em Seul, capital da Coreia do Sul. Uma das crianças se perdeu aos 2 anos enquanto visitava um mercado com sua avó. Mais tarde, ela foi levada para um hospital que ficava a aproximadamente 160 quilômetros da residência de sua família e diagnosticada com sarampo.

Sua família tentou encontrá-la de várias maneiras, inclusive indo a um programa de TV sul-coreano sobre pessoas desaparecidas, mas não teve sucesso. Colocada no sistema de adoção, a menina acabou sendo adotada por um casal que morava nos Estados Unidos.

Décadas depois, ela soube de um programa da Coreia do Sul para reunir membros da família e enviou uma amostra de seu DNA. Foi então que descobriu, em 2018, que tinha uma irmã gêmea.

No estudo conduzido por Nancy Segal e Yoon Mi-Hur, as gêmeas completaram avaliações do ambiente familiar, inteligência geral, capacidade de raciocínio não verbal, traços de personalidade, individualismo-coletivismo, autoestima, saúde mental, satisfação no trabalho e história de vida médica. Elas também completaram entrevistas estruturadas sobre sua história geral de vida.

Além de vivenciarem culturas diferentes ao crescer, as gêmeas foram criadas em ambientes familiares muito diferentes. A que permaneceu na Coreia do Sul foi criada em um ambiente familiar mais solidário e coeso. Aquela que foi viver nos EUA relatou um ambiente mais rígido, mais religioso e com níveis mais altos de conflito familiar.

Personalidade semelhante

Chamaram a atenção das pesquisadoras as diferenças “impressionantes” nas habilidades cognitivas mostradas pelas gêmeas. Aquela criada na Coreia do Sul obteve uma pontuação consideravelmente mais alta em testes de inteligência relacionados ao raciocínio perceptivo e velocidade de processamento, com uma diferença geral de QI de 16 pontos. Essa distância vai contra estudos anteriores sobre gêmeos monozigóticos, que indicaram uma diferença média de QI de não mais de 7 pontos. Além disso, e de modo compatível com seu ambiente cultural, a gêmea criado nos EUA tinha valores mais individualistas, enquanto a criada na Coreia do Sul tinha valores mais coletivistas.

No entanto, as gêmeas tinham uma personalidade semelhante. Ambos pontuaram alto em medidas de conscienciosidade [traço de personalidade de ser cuidadoso ou diligente] e baixo em medidas de neuroticismo [nível crônico de desajustamento e instabilidade emocional]. Elas também apresentaram um nível semelhante de satisfação com seu trabalho, embora atuem em áreas bem diversas – a sul-coreana ocupa um cargo administrativo no governo, e a outra é cozinheira. As gêmeas também manifestaram perfis de saúde mental semelhantes e pontuações iguais no que se refere à autoestima.

Outro detalhe curioso está no histórico médico: ambos passaram por cirurgias para remover tumores de seus ovários.

“Os genes têm um efeito mais abrangente no desenvolvimento do que jamais poderíamos supor – ainda assim, os efeitos ambientais são importantes. Essas gêmeas mostraram diferenças culturais em alguns aspectos”, disse Segal à revista PsyPost. “Precisamos identificar mais casos desse tipo, se eles existirem”, acrescentou. “E ainda não entendemos todos os mecanismos envolvidos desde os genes no nível molecular até os comportamentos que observamos todos os dias.”

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