Concluída restauração florestal em passagem de fauna da Nova Tamoios

Obra da startup PlantVerd envolveu o plantio de espécies frutíferas e ameaçadas de extinção, que vão proporcionar um novo ambiente para os animais silvestres locais

A passagem de fauna vista do alto: combinação perfeita de desenvolvimento estrutural e ambiental. Crédito: PlantVerd/Divulgação

A Rodovia Nova Tamoios (que liga as cidades paulistas de São José dos Campos a Caraguatatuba, cruzando a Serra do Mar) passou a contar com um tipo de obra que deveria ser bem mais comum nas estradas brasileiras: a restauração florestal de uma passagem de fauna. O trabalho é um projeto de compensação ambiental feito pela PlantVerd (startup que opera na execução de serviços ambientais para a recuperação de áreas degradadas no Brasil) e iniciado em 2018. Como consequência das obras realizadas e da construção de estruturas de interesse público, foi necessário fazer o estudo e a análise para a criação de uma passagem que não deixasse de lado as necessidades da fauna local em termos de adaptação a um ambiente diferente.

Trata-se de uma área de 0,10 hectare destinada a ligar dois fragmentos entre a rodovia dos Tamoios para passagem de animais e pousio de aves. Feita com financiamento da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), a obra mobilizou mais de 40 profissionais entre trabalhadores rurais, coordenadores e fiscais de obra. No projeto, foram priorizadas espécies recobridoras nas bordas, para facilitar a conectividade com os fragmentos adjacentes à rodovia; no meio, com espaçamento um pouco menor, espécies frutíferas atrativas à fauna.

Todos ganham

“Os parâmetros ao longo dos monitoramentos foram crescentes e seu desenvolvimento das árvores pode ser observado por quem passa pela passagem da rodovia. É uma combinação perfeita de desenvolvimento estrutural e ambiental, onde todos ganham”, afirma Antônio Borges, diretor executivo da PlantVerd.

No total são 18 espécies arbóreas nativas, entre elas cambuci, pitanga, guabiroba, araçá, cedro e pau-viola. Seis dessas espécies estão enquadradas na lista de ameaçadas de extinção do estado de São Paulo, como a Cedrela odorata.

Com relação à fauna, diversas espécies de aves já foram avistadas nos monitoramentos realizados, como suiriri, sabiá e chupim, que estão utilizando a área como pousio.

Espera-se que, com o fim das manutenções e a consequente diminuição da presença humana, a área se torne ainda mais atrativa para os animais silvestres. “Todo esse resultado é uma grande conquista para a humanidade. Construir algo que se perpetue ao longo dos anos, respeitando a fauna local, mas que permanece em constante crescimento trazendo impactos positivos para o futuro da humanidade”, acrescenta Borges.

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