Confira onde e quando ver o eclipse lunar mais longo em 580 anos

No auge do eclipse lunar parcial desta sexta-feira, mais de 97% da superfície da Lua será coberta pela sombra da Terra; fenômeno será mais visível no norte do que no sul do Brasil

Eclipse lunar parcial: no desta sexta-feira, mais de 97% da superfície da Lua será coberta pela sombra da Terra. Crédito: Stephen Rahn/Wikimedia Commons

O eclipse lunar parcial mais longo em 580 anos ocorrerá na madrugada desta sexta-feira (19). O Brasil será um dos locais de visualização do fenômeno (mais na Região Norte do que no Sul do país), além de grandes partes da América do Sul, Polinésia, leste da Austrália e nordeste da Ásia.

O eclipse durará pouco mais de três horas, com início por volta de 4h19 (horário de Brasília). No seu auge, a Lua ficará com mais de 97% de sua superfície coberta pela sombra da Terra e aparecerá avermelhada para os espectadores.

Eclipses totais em 2022

No Brasil, o melhor momento para observar o fenômeno será no início, mas fatores meteorológicos locais podem interferir na visualização. Por volta das 6h, o eclipse atingirá seu pico, mas a Lua já estará abaixo do horizonte em nosso país, impossibilitando a observação.

Em 26 de maio deste ano, ocorreu um eclipse lunar total, que pôde ser visto na Ásia e nas Américas. Em 2022 haverá dois eclipses lunares totais, em 16 de maio e 8 de novembro.

Segundo o astrofísico Fred Espenak, ex-cientista da Nasa, os eclipses se repetem durante o ciclo de Saros, período que dura cerca de 18 anos e 11 dias. A Lua passa por uma parte das sombras da penumbra ou limiar da Terra entre duas e quatro vezes por ano, e é nessas ocasiões que acontecem os eclipses.

Cor avermelhada

A cor avermelhada que a Lua adquire nessas ocasiões é consequência de um fenômeno chamado Dispersão de Rayleigh. Segundo a Nasa, ele explica “porque o céu é azul e o pôr do sol é vermelho”.

O site da agência espacial americana informa: “A luz viaja em ondas e diferentes cores de luz têm diferentes propriedades físicas. Por um lado, a luz azul tem um comprimento de onda mais curto e é espalhada mais facilmente por partículas na atmosfera da Terra do que a luz vermelha, que tem um comprimento de onda mais longo. Por outro lado, a luz vermelha viaja mais diretamente pela atmosfera”.

“Quando o Sol está acima, vemos uma luz azul em todo o céu”, prossegue o portal da Nasa. “Mas quando o Sol está se pondo, a luz do sol deve passar por mais atmosfera e viajar mais longe antes de atingir nossos olhos. A luz azul do Sol se espalha e a luz vermelha, laranja e amarela de comprimento de onda mais longo passa.”

“Durante um eclipse lunar, a Lua fica vermelha porque a única luz solar que atinge a Lua passa pela atmosfera da Terra. Quanto mais poeira ou nuvens na atmosfera da Terra durante o eclipse, mais vermelha a Lua aparecerá. É como se todos os amanheceres e entardeceres do mundo fossem projetados na Lua”, complementa a Nasa.

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