Conheça matamatá, uma estranha tartaruga da Amazônia

Descrição de uma nova espécie de tartaruga, de aparência esquisita, poderia ajudar no combate ao tráfico desses animais amazônicos

Chelus sp da região de Barcelos (AM). Crédito: Fábio Cunha/Inpa

Nativa da Amazônia, a tartaruga de água doce matamatá chama a atenção pela aparência. Tem cabeça achatada e triangular, pescoço largo e narinas que parecem um snorkel.

Imaginava-se que houvesse uma única espécie: Chelus fimbriata, descrita em 1783. Análises de características genéticas e morfológicas e de distribuição geográfica feitas agora por pesquisadores de Brasil, Colômbia, Alemanha e Reino Unido revelaram que são ao menos duas as espécies de matamatá: C. fimbriata e C. orinocensis (“Molecular Phylogenetics and Evolution”, julho).

Cabeça de Chelus orinocensis de afluentes da bacia do rio Negro. Crédito: Richard Vogt/Inpa

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Ambas as espécies se alimentam de peixes, mas são ligeiramente diferentes e habitam regiões distintas. C. fimbriata tem a carapaça escura, mais retangular e ocupa as bacias dos rios Amazonas, no Brasil, e Mahury, na Guiana Francesa. Já a espécie C. orinocensis tem o dorso amarelado e vive nas bacias do rio Orinoco, que corta a Colômbia e a Venezuela, e do alto rio Negro, no Brasil.

(Confira no site da revista “Pesquisa Fapesp”  uma versão ampliada desta reportagem.)

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