Coronavírus pode ter contaminado seis vezes mais na Itália

Pesquisa aponta que número de pessoas que foram infectadas pelo vírus pode ser bem maior que o registrado nos dados oficiais

A médica anestesista Annalisa Silvestri no final de seu turno em um hospital de Pésaro, no norte da Itália, durante o auge da pandemia de covid-19 no país: estatísticas mostram que o número de infectados seria seis vezes maior que o registrado oficialmente. Crédito: Alberto Giuliani/Wikimedia

Quase 1,5 milhão de pessoas na Itália, ou 2,5% da população, desenvolveram anticorpos contra o novo coronavírus. O dado é seis vezes maior que os números oficiais reportados, mostrou um estudo da agência de estatísticas Istat ontem (3 de agosto).

A pesquisa da Istat e do Ministério da Saúde italiano foi baseada em testes conduzidos em 64.660 pessoas.

Dados oficiais mostram 248.229 casos confirmados da covid-19 na Itália, com 35.166 mortos.

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O estudo encontrou diferenças locais bem definidas. Na região da Lombardia, no norte do país, onde a epidemia surgiu inicialmente em fevereiro, ele mostrou que 7,5% da população havia testado positivo para os anticorpos do novo coronavírus, ante apenas 0,3% na região da Sicília, no sul da Itália.

A pesquisa concluiu que cerca de 30% das pessoas com anticorpos ficaram assintomáticas, o que aponta para o risco de a doença ser propagada por pessoas que não estão cientes de que estão transmitindo o vírus.

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