Cotidiano cinza

Nova Délhi, capital da Índia, ocupa lugar de destaque no ranking mundial da poluição atmosférica nas megalópoles

Moradores pobres de Nova Délhi perambulam nas ruas da capital indiana em 9 de novembro, um dos dias de poluição pesadíssima nos céus da cidade. Inconscientes dos perigos do ar sujo para a saúde e sem recursos para adquirir máscaras, os despossuídos são a maioria dos cerca de 2,5 milhões de indianos vitimados pelo problema a cada ano (Foto: AFP Photo / Dominique Faget)

A capital da Índia, Nova Délhi, e a área metropolitana que a envolve, no norte do país,­ abrigam cerca de 26 milhões de pessoas, que convivem com os problemas típicos das megalópoles. Um deles parece ter fincado de vez o pé nessa região do mundo: a poluição atmosférica. Em novembro, uma combinação da fumaça de queimadas originária dos estados de Punjab e Haryana, da neblina típica do mês e da poeira característica da cidade resultou num ar tão sujo que medidas desesperadas foram cogitadas pelas autoridades locais, como borrifar água na atmosfera para tentar diminuir a concentração das partículas poluentes (a estratégia foi descartada por falta de segurança dos pilotos de helicópteros para decolar).

O que o governo indiano fez a respeito do problema? Ao estilo de governantes que fecham os olhos para essa questão, o secretário do Meio Ambiente do país, Harsh Vardhan, declarou que não era algo com que se preocupar muito. Ele recomendou aos moradores da área coberta pela poluição que tomassem “precauções de rotina” e acrescentou: “Não estou dizendo que não devemos fazer nada sobre isso, mas não há necessidade de espalhar o pânico entre as pessoas”. Em 2015, a poluição atmosférica respondeu pela morte de 2,5 milhões de indianos – a maior taxa do mundo.



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