Covid-19: por dentro do sucesso de Israel com a vacinação

País é o que mais vacinou proporcionalmente seus cidadãos, mas outros fatores também têm influenciado o retrocesso do número de contaminações

Israel: país é exemplo na vacinação contra a covid-19. Crédito: Amos Ben Gershom/Wikimedia Commons

Israel já experimenta os efeitos da vacinação contra covid-19. Segundo dados do Ministério da Saúde daquele país, entre meados de janeiro e o início de fevereiro, houve uma queda de 41% no número de casos confirmados da doença e de 31% no índice de hospitalizações de pessoas com 60 anos ou mais. Cerca de 90% da população nessa faixa etária já recebeu a primeira das duas doses do imunizante da farmacêutica norte-americana Pfizer.

Entre os indivíduos com 59 anos ou menos – dos quais pouco mais de 30% foram imunizados –, o recuo foi de 12% no total de casos confirmados e de 5% no de hospitalizações no mesmo período.

“O que estamos vendo são sinais iniciais muito encorajadores de que a vacina está funcionando”, disse à revista “Nature” Florian Krammer, virologista da Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai, em Nova York, Estados Unidos.

Estima-se, porém, que o sucesso israelense se deva também a outros fatores. Em 8 de janeiro, o governo impôs novo lockdown em resposta ao agravamento da epidemia no país. Isso, segundo os especialistas, pode ter ajudado a impulsionar os efeitos da vacinação.

* Este artigo foi republicado do site Revista Pesquisa Fapesp sob uma licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o artigo original aqui.

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