Covid: Pesquisa com casais detecta genes resistentes e pode gerar novo tratamento

Vírus SARS-CoV-2: muitas mutações, que por ora não aceleram a velocidade da transmissão da covid-19. Crédito: Gerd Altmann/Pixabay

Uma pesquisa coordenada pelo Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-Tronco analisou, durante um ano, 86 casais em que um desenvolveu a Covid e o outro não. Eles são chamados de casais discordantes.

Na busca por tentar compreender por que algumas pessoas não ficam doentes mesmo convivendo com quem tem a doença, os pesquisadores identificaram alguns genes do sistema imune humano que podem ajudar a entender esse mecanismo.

Os genes candidatos são conhecidos como MICA e MICB e pertencem ao complexo MHC (complexo principal de histocompatibilidade, em português), localizado no cromossomo 6. Essas moléculas já foram descritas em estudos anteriores e estão associadas com estresse celular, como câncer e infecções.

Os cientistas explicam que esses genes do sistema imune se comportam de formas diferentes nas pessoas infectadas e nas resistentes. Eles se surpreenderam ao descobrir que a diferença genética surge logo que vírus entra no organismo.

De acordo com geneticista Mayana Zatz, em breve poderá ser possível manipular os genes para as pessoas ficarem resistentes e isso seria um novo perfil de tratamento.

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