Crocodilo pré-histórico gigante é descoberto na Austrália

A partir de parte do crânio, cientistas calculam que o comprimento total do réptil estava em torno de sete metros

Concepção artística do crocodilo recém-descoberto: mistério científico por mais de um século. Crédito: Universidade de Queensland

Uma nova espécie de crocodilo pré-histórico gigante que percorreu os canais do sudeste de Queensland (nordeste da Austrália) há milhões de anos foi documentada por pesquisadores da Universidade de Queensland. O doutorando Jorgo Ristevski, da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Queensland, liderou a equipe, que batizou a espécie Gunggamarandu maunala após analisar um crânio parcial descoberto em Darling Downs no século 19.

A pesquisa foi publicada na revista de acesso aberto Nature Scientific Reports.

“Este é um dos maiores crocodilos que já habitaram a Austrália”, disse Ristevski. “No momento é difícil estimar o tamanho total exato do Gunggamarandu, já que tudo o que temos é a parte de trás do crânio – mas era grande. Estimamos que o crânio teria pelo menos 80 centímetros de comprimento. Com base em comparações com crocodilos vivos, isso indica um comprimento total do corpo de cerca de sete metros. Isso sugere que o Gunggamarandu maunala estava no mesmo nível dos maiores crocodilos do Indo-Pacífico – Crocodylus porosus – registrados.

Grupo reduzido

Ristevski prosseguiu: “Também fizemos uma tomografia computadorizada de crânio. A partir dela, pudemos reconstruir digitalmente a cavidade cerebral, o que nos ajudou a desvendar detalhes adicionais sobre sua anatomia. A idade exata do fóssil é incerta, mas provavelmente tem entre 2 milhões e 5 milhões de anos.”

O Gunggamarandu pertencia a um grupo de crocodilos chamados Tomistominae ou “falsos gaviais”. “Hoje, existe apenas uma espécie viva de Tomistominae, a Tomistoma schlegelii, que está restrita à Península Malaia e partes da Indonésia”, disse Ristevski. “Com exceção da Antártida, a Austrália era o único outro continente sem evidência fóssil de Tomistominae. Mas com a descoberta do Gunggamarandu podemos adicionar a Austrália à lista de ‘outrora habitada por tomistominos’.”

Mistério científico

Apesar de sua descoberta, o crânio fóssil do Gunggamarandu maunala permaneceu um mistério científico por mais de um século. O espécime despertou o interesse do então jovem estudante graduado dr. Steve Salisbury na década de 1990, mas um estudo formal não foi feito até que Ristevski começou seu exame.

“Eu sabia que era incomum e potencialmente muito significativo, mas não tive tempo para estudá-lo em detalhes”, disse o dr. Salisbury.

“O nome da nova espécie homenageia os povos das Primeiras Nações da área de Darling Downs, incorporando palavras das línguas das nações barunggam e waka waka. O nome do gênero, Gunggamarandu, significa ‘chefe do rio’, enquanto o nome da espécie, maunala, significa ‘cabeça de buraco’. Este último é uma referência às grandes aberturas em forma de orifício localizadas no topo do crânio do animal que serviam como um local para a fixação do músculo.”

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