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Arqueologia18/05/2022

Dente de 130 mil anos revela presença de denisovanos no sudeste da Ásia

Concepção artística de jovem denisovana (esquerda) e dente molar masculino denisovano encontrado em caverna no ano 2000: novos dados sobre esse parente pouco conhecido do Homo sapiens estão aparecendo. Crédito: Wikicommons

18/05/22 - 10h55min

O dente de uma criança com pelo menos 130 mil anos de idade encontrado numa caverna no sudeste da Ásia pode ajudar os cientistas a descobrir mais informações sobre um misterioso parente primitivo do homem.

Os denisovanos – primos dos neandertais e sobre os quais muito pouco se sabe ainda – viveram entre 164 mil e 131 mil anos atrás e foram recentemente considerados extintos. Com as novas descobertas, os pesquisadores acreditam que será possível descobrir seu paradeiro.

Segundo Clement Zanolli, paleoantropólogo do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) e coautor do estudo publicado na revista Nature Communications, “os ancestrais modernos dessas populações foram ‘misturados’ com os denisovanos no sudeste da Ásia”.

Os cientistas descobriram que o dente da criança, encontrado na caverna Tam Pa Ling, no Laos (descoberta em 2018), pertencia a um grupo de humanos não identificado anteriormente depois de extraírem um genoma inteiro do grupo.

Semelhanças com neandertais

Características genéticas denisovanas podem ser encontradas em populações atuais no sudeste da Ásia e Oceania através do cruzamento com o Homo sapiens, de acordo com uma mandíbula encontrada no Planalto do Tibete.

Em declaração à agência de notícias AFP, Zanolli disse que ainda não havia “prova física” da presença de denisovanos nessa parte do continente asiático. Ele acrescentou que o dente da criança (uma menina) encontrado na caverna parecia ter uma forma “tipicamente humana” entre 3,5 e 8,5 anos.

Eles não são os únicos descendentes de primos humanos primitivos, pois os aborígenes australianos e os nativos de Papua Nova Guiné têm quase 5% do DNA das espécies antigas.

A estrutura do dente tinha características comuns com os neandertais, que eram geneticamente próximos dos denisovanos. As duas espécies teriam divergido cerca de 350 mil anos atrás, segundo os cientistas. Mas, afirmou Zanolli, os pesquisadores concluíram que a criança era denisovana, porque nenhum vestígio de neandertal foi encontrado tão ao leste do planeta.

Capacidade de adaptação

De acordo com o coautor do estudo e paleoantropólogo Fabrice Demeter, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), o DNA da menina foi mal preservado por causa do calor e da umidade. Além disso, o dente – atualmente guardado na Universidade de Copenhague – é muito velho para datação por carbono. “As proteínas nos permitiram identificar o sexo feminino e confirmar sua relação com a espécie Homo”, disse.

Demeter avalia que os denisovanos ocuparam aquela parte da Ásia e conseguiram se adaptar a uma grande variedade de ambientes, de climas tropicais a grandes altitudes, enquanto seus primos neandertais aparentemente estariam mais adaptados a regiões frias do ocidente. Com isso, os últimos denisovanos poderiam ter encontrado e cruzado com humanos modernos no Pleistoceno (entre 2,588 milhões e 11,7 mil anos atrás), repassando assim sua herança genética para as populações modernas do sudeste da Ásia.

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