Descoberta uma das maiores malocas vikings da Escandinávia

Residência comunitária encontrada na Noruega tinha quase 60 metros de extensão; as malocas vikings típicas chegavam no máximo à metade desse comprimento

O local onde o navio funerário foi enterrado faz parte de um cemitério com montículo maior e um local de assentamento da Idade do Ferro próximo a um monte maior. Crédito: Lars Gustavsen, Niku

Arqueólogos descobriram várias malocas (residências comunitárias) vikings da Idade do Ferro no sudeste da Noruega, de acordo com uma nota divulgada em 6 de dezembro pelo Instituto Norueguês de Pesquisa do Patrimônio Cultural (Niku, na abreviatura em norueguês). A descoberta foi feita por uma equipe que trabalhava em um projeto para mapear a presença de vikings em Gjellestad, aldeia a 86 km de Oslo considerada um lugar de grande importância durante a Idade do Ferro (cerca de 1200 a.C.-600 a.C.).

“Encontrar essas malocas confirma que Gjellestad era um lugar central no final da Idade do Ferro”, disse Lars Gustavsen, doutorando que está ajudando a liderar esse projeto.

A maior das cinco longas e estreitas edificações, identificadas com um radar de penetração no solo, media quase 60 metros de comprimento por 15 metros de largura. Isso a torna uma das maiores construções do tipo conhecidas na Escandinávia. Acredita-se que uma maloca típica da Idade do Ferro tenha medido de 20 a 30 metros de comprimento.

Uma das cinco malocas encontradas perto do navio de Gjellestad tem 60 metros, o que a torna uma das maiores da Escandinávia. Crédito: ilustração – Lars Gustavsen/Niku; foto – Arild L. Teigen/VIken fylkeskommune
Navio funerário

A dimensão de uma maloca viking correspondia à riqueza e influência do seu proprietário, apenas mais uma prova de que esse local era de grande importância. Não se sabe ainda, porém, quem exatamente ocupou aquela maloca.

“Não sabemos a idade das casas nem a função que tinham. Escavações arqueológicas e datação nos ajudarão a obter uma resposta para isso”, disse no mesmo comunicado Sigrid Mannsåker Gundersen, arqueóloga da equipe.

No mesmo local, foram encontrados vários túmulos, juntamente com um navio descoberto em 2018. Chamada de navio de Gjellestad, a embarcação foi intencionalmente colocada sob aquele campo, em uma prática conhecida como navio funerário, reservada para os nobres mais importantes da sociedade viking. Como parte do procedimento, um barco de recreio seria requisitado ou construído de outra forma e trazido para a terra. O falecido seria colocado no barco, ao lado de oferendas, e toda a estrutura seria enterrada.

O governo norueguês reservou US$ 1,5 milhão em financiamento para a escavação acelerada do navio. Essa embarcação é um dos poucos exemplos da prática que sobreviveram, e está se degradando rapidamente devido a uma infestação por fungos. Com esse investimento, a equipe espera descobrir muitas informações sobre os escalões superiores da sociedade viking na Idade do Ferro.

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