Descoberto novo dinossauro décadas após ser desenterrado

Herbívoro que viveu na Ilha de Wight, no sul da Inglaterra, sugere que o atual território do Reino Unido tinha uma diversidade de dinossauros maior do que a conhecida

Brighstoneus simmondsi (acima) e Mantellisaurus (abaixo): diferença mais saliente estava nos dentes. Crédito John Sibbick

Uma nova espécie de dinossauro foi descoberta na Ilha de Wight, na costa sul da Inglaterra. Pesquisadores do Museu de História Natural e da Universidade de Portsmouth (Reino Unido) descreveram o novo gênero como parte do grupo iguanodôntico, que inclui o iguanodonte e o Mantellisaurus. O novo espécime, no entanto, é o primeiro desse gênero descrito em Wight.

Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista Journal of Systematic Palaeontology.

O dinossauro foi denominado Brighstoneus simmondsi, em homenagem à vila de Brighstone, perto do local da escavação, e a Keith Simmonds que encontrou o fóssil em 1978. Acredita-se que ele tenha vivido no Cretáceo Inferior, há cerca de 125 milhões de anos.

O material foi armazenado no Dinosaur Isle Museum, em Sandown, na Ilha de Wight, até serem examinados cerca de 40 anos depois para um estudo diferente. Desta vez, foram notadas diferenças importantes em relação a seus parentes iguanodônticos que tornavam o fóssil diferenciado. Eles levaram os cientistas à conclusão de que se tratava na verdade, de uma espécie diferente.

Possibilidade de novas espécies

“Para mim, o número de dentes foi um sinal”, disse o dr. Jeremey Lockwood, que examinou o espécime e é o primeiro autor do artigo. “O Mantellisaurus tem 23 ou 24, mas este tem 28. Também tinha nariz bulboso, enquanto as outras espécies têm nariz muito reto. Ao todo, essas e outras pequenas diferenças tornaram muito obviamente uma nova espécie.”

Herbívoro, o Brighstoneus simmondsi tinha provavelmente oito metros de comprimento e pesava cerca de uma tonelada. Ele teria vivido 4 milhões de anos antes do Mantellisaurus.

A descoberta sugere que havia muito mais dinossauros iguanodontianos no atual Reino Unido durante o início do Cretáceo do que se pensava anteriormente.

“Estamos olhando para 6, talvez 7 milhões de anos de depósitos, e acho que os comprimentos do gênero foram superestimados no passado”, disse Lockwood. “Se for esse o caso na ilha, poderíamos estar vendo muito mais novas espécies. Parece bem improvável que apenas dois animais sejam exatamente os mesmos por milhões de anos sem mudança.”

Veja também
+ Casamento de Ana Maria Braga chega ao fim após marido maltratar funcionários, diz colunista
+ Conheça a eficácia de cada vacina no combate à Covid-19
+ Veja fotos de Karoline Lima, novo affair de Neymar
+ Lázaro Barbosa consegue fugir de novo da polícia após tiroteio
+ Gracyanne Barbosa dança pole dance com novo visual
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Após processar nora, mãe de Medina a acusa de ter destruído sua casa; veja fotos
+ Yasmin Brunet quebra o silêncio
+ Fondue de chocolate com frutas fácil de fazer
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago