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Ciência05/07/2022

Descoberto pedaço de crosta de quase 4 bilhões de anos sob a Austrália Ocidental

Local de coleta de amostras de areia de praia perto de Augusta, na Austrália Ocidental. Crédito: Universidade Curtin

05/07/22 - 14h08min - Atualizado em 05/07/22 - 14h10min

Ao dispararem feixes de laser mais finos que um fio de cabelo humano em minúsculos grãos de um mineral extraído da areia da praia, pesquisadores da Universidade Curtin (Austrália) encontraram evidências de um pedaço de quase 4 bilhões de anos da crosta terrestre que fica abaixo do sudoeste da Austrália Ocidental.

A nova descoberta, objeto de artigo publicado na revista Terra Nova, ajuda a explicar a evolução da condição do planeta, de inabitável para capaz de dar suporte a formas de vida. Segundo o pesquisador principal Maximilian Droellner, doutorando na Escola de Ciências da Terra e Planetárias da Universidade Curtin, os lasers foram usados ​​para vaporizar porções de grãos individuais do mineral zircão e revelaram de onde os grãos foram originariamente erodidos, bem como a história geológica da região.

“Há evidências de que um pedaço de crosta de até 4 bilhões de anos do tamanho da Irlanda tem influenciado a evolução geológica da Austrália Ocidental nos últimos bilhões de anos e é um ingrediente-chave das rochas formadas na Austrália Ocidental ao longo deste tempo”, disse Droellner. “Esse pedaço de crosta sobreviveu a vários eventos de construção de montanhas entre a Austrália, a Índia e a Antártida e parece ainda existir a dezenas de quilômetros de profundidade sob o canto sudoeste da Austrália Ocidental.”

Mudança significativa

Droellner prosseguiu: “Na comparação de nossas descobertas com os dados existentes, parece que muitas regiões ao redor do mundo experimentaram um momento semelhante de formação e preservação da crosta inicial. Isso sugere uma mudança significativa na evolução da Terra cerca de 4 bilhões de anos atrás, quando o bombardeio de meteoritos diminuiu, a crosta se estabilizou e a vida na Terra começou a se estabelecer”.

O supervisor da pesquisa, dr. Milo Barham, também da Escola de Ciências da Terra e Planetárias da Universidade Curtin, disse que nenhum estudo em larga escala dessa região havia sido feito antes e os resultados, quando comparados com os dados existentes, revelaram novas e empolgantes ideias. “A borda do antigo pedaço de crosta parece definir um importante limite crustal que controla onde os minerais economicamente importantes são encontrados”, disse ele. “Reconhecer esses antigos remanescentes crustais é importante para o futuro da exploração otimizada de recursos sustentáveis.”

Barham acrescentou: “Estudar a Terra primitiva é um desafio, dada a enormidade do tempo decorrido, mas tem uma importância profunda para entender o significado da vida na Terra e nossa busca para encontrá-la em outros planetas”.

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