Dia da Sobrecarga da Terra acontece mais cedo em 2021

O dia em que consumimos todos os recursos naturais disponíveis no planeta em um ano havia recuado em 2020 por causa da pandemia, mas já voltou ao patamar de 2019 – e, no Brasil, chegou ainda mais cedo

Desmatamento na Amazônia: fator que faz o Dia de Sobrecarga da Terra chegar mais cedo no Brasil. Crédito: Bruno Kelly/Amazonia Real/Wikimedia Commons

O ano de 2021 ainda terá 155 dias pela frente, mas a humanidade já entrou no vermelho no que diz respeito aos recursos naturais disponíveis no planeta. Ontem (29/7), o mundo chegou ao Dia da Sobrecarga da Terra, o que significa que consumimos todo o estoque de recursos que deveriam durar para o ano inteiro sem prejudicar sua disponibilidade para as futuras gerações.

No ano passado, por causa da pandemia, o Dia da Sobrecarga caiu mais tarde, em 22 de agosto. Entretanto, a retomada das atividades econômicas mundo afora nos últimos meses fez com que o sobreconsumo de recursos naturais voltasse a acontecer a partir de 29 de julho, o mesmo dia em 2019. Um dos fatores que contribuíram para a antecipação dessa data foi o crescimento do desmatamento na Amazônia: no último ano, a pegada global de carbono aumentou 6,6%, ao mesmo tempo em que a biocapacidade florestal global caiu 0,5%. No Brasil, a sobrecarga veio ainda mais cedo, no último dia 27.

De acordo com a Global Footprint Network, responsável pelo monitoramento, o nível estimado de recursos e serviços ecossistêmicos necessários para apoiar as atividades humanas hoje é de 1,7 Terra. Desde os anos 1970, a demanda de recursos da humanidade supera a capacidade de fornecimento deles pela natureza. Na prática, esse déficit ecológico não apenas reduz a disponibilidade futura desses recursos, mas também prejudica o processo de regeneração natural.

A recuperação verde prometida por muitos está demorando a chegar e, com isso, o business-as-usual segue prevalecendo, alimentado por objetivos políticos e financeiros de curto prazo, disse a entidade em nota. Essa trajetória invariavelmente nos leva a um risco econômico incontrolável, encalhando todos os ativos incompatíveis com as mudanças do clima e maiores restrições de recursos.

Deutsche Welle, Exame, G1, Poder360, RFI e Um Só Planeta repercutiram essa notícia. Na Folha, Helio Mattar (Instituto Akatu) escreveu sobre a necessidade de o mundo acelerar a transição para uma economia descarbonizada e as responsabilidades do Brasil nesse esforço.

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