Diamante feito do ar: indústria aposta em capturar e armazenar carbono

Pedra artificial é mais barata em termos produtivos e consome muito menos energia

Diamante artificial: produção mais barata e consumo de energia menor. Crédito: Steve Jurvetson/Flickr

O diamante está entre os objetos mais valiosos do planeta. Parte importante desse valor está na sua raridade e na dificuldade de sua exploração nas profundezas da superfície da Terra.

Por essa razão, a indústria de pedras preciosas e joias vem se preocupando com a perspectiva cada vez mais próxima de esgotamento das reservas naturais de diamante. Se isso acontecer, o que elas podem fazer?

O “Financial Times” destacou uma das soluções que estão sendo pensadas pelo setor – e que tem tudo a ver com a questão do clima: fazer diamante a partir do carbono acumulado na atmosfera terrestre, emitido pela queima de combustíveis fósseis. “Não precisamos mais minerar a terra para fazer diamantes. Ao invés disso, podemos minerá-lo no céu”, defendeu Dale Vince. Ele é dono de uma startup que está se aventurando com a tecnologia de captura do carbono na atmosfera e armazenamento em diamante. Com composição idêntica à das pedras naturais, o diamante artificial é mais barato em termos produtivos e consome muito menos energia.

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