Eclipses solares: história, crenças e curiosidades

A ocultação do Sol pela Lua já chegou a interromper uma guerra. Foto: Nasa/Gopalswamy

Eclipses solares e seu efeito mais espetacular – a ocultação total do Sol pela Lua – estimulam a imaginação de pessoas das mais variadas culturas ao redor da Terra. Conheça a seguir algumas dessas crenças, listadas por April Taylor para o site Ranker:

* Os gregos antigos atribuíam aos eclipses solares a ocorrência de desastres naturais, mas em pelo menos um caso esse fenômeno encerrou uma guerra. Segundo o historiador Heródoto, prever com sucesso um eclipse tinha o poder de mudar corações e mentes. Ele citou como exemplo uma previsão feita pelo filósofo, matemático e astrônomo Tales de Mileto que teria interrompido a batalha de Hális (na atual Turquia), por volta de 585 a.C., entre lídios e medas. Os dois exércitos já estavam no campo de batalha quando a previsão do eclipse se confirmou. Como resultado, eles se desarmaram e concordaram em fazer as pazes.

* Há vários mitos em diferentes culturas envolvendo o Sol ou a Lua sendo devorados, o que causa muito pânico, superstições e aumento da crença no sobrenatural. Para os chineses antigos, um dragão comia o Sol durante um eclipse solar. Outras culturas do leste da Ásia achavam que o devorador era um sapo gigante. Pelo menos uma interpretação de um mito nórdico descreve que dois lobos celestes comeram temporariamente o Sol.

* Algumas culturas antigas acreditavam que qualquer bebê concebido durante um eclipse se tornaria um demônio. Existem grupos na Índia que ainda aceitam esse mito.

* Esses fenômenos foram também uma das maiores superstições do período elizabetano, na Inglaterra – associados a ocorrências ruins, eles compreensivelmente causavam muito medo. Povos sul-americanos creditavam ainda a esses eventos naturais a disseminação de gripe e varíola.

* O povo apapocuva-guarani, do sul do Brasil, crê firmemente que o mundo não vai durar muito mais e se apoia em um rico folclore de eclipses para defender essa ideia. Segundo um de seus mitos, uma entidade destrutiva chamada Morcego Eterno é responsável pelos eclipses. Ele rói a Lua ou o Sol durante esse fenômeno, o que ajuda a preparar o terreno para o destino desse ser místico. No futuro, o Morcego Eterno unirá forças com a Onça Azul para destruir toda a humanidade e as estrelas.

* Os inuits (esquimós) acreditam que o Deus da Lua, Anningan, estuprou sua irmã Malina, a Deusa do sol. Isso fez com que Malina odiasse seu irmão. A ocorrência de um eclipse solar significa que Anningan alcançou Malina e a estuprou novamente. Qualquer homem que saia de casa durante um eclipse desenvolverá uma doença grave como resultado da raiva de Malina.

* Segundo o investigador psíquico americano Dennis Carroll, eclipses sempre estão associados a um forte aumento da atividade paranormal. Ouvido a respeito do eclipse solar total que escureceu o céu de parte dos EUA em 21 de agosto de 2017, ele advertiu que, como esses fenômenos causam impacto nas linhas eletromagnéticas, o número de aparições de fantasmas aumenta dramaticamente, o que significaria que a atividade espiritual também cresce. Para Carroll, esse cenário torna recomendável que as pessoas fiquem mais cuidadosas durante esses períodos para não se assustar com ocorrências como objetos se movendo ou portas batendo.

* O mesmo eclipse de 2017 originou uma recomendação inusitada da Divisão de Gerenciamento de Emergências do governo da Carolina do Sul (EUA). Na ocasião, o órgão emitiu aos habitantes do estado um alerta sobre o Lizard Man (Homem Lagarto), um ser reptiliano que percorreria a área desde os anos 1980. Pelo menos oito casos de observação desse ser teriam ocorrido na Carolina do Sul.

* Para pagãos e adeptos da religião wicca, eclipses solares costumam ser comemorados por feitiços destinados a remover coisas banais da vida. Os praticantes podem realizar esse ritual mágico sempre que um eclipse ocorre em qualquer parte do mundo.

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