Empresa cria casas ecológicas à prova de desastres

Casas têm formato de cúpula geodésica, resistente a tempestades e ventos fortes, e são feitas de biocerâmica, material resistente ao fogo e que reflete calor

Casas ecológicas, eficientes e à prova de desastres desenvolvidas pela empresa Geoship / Foto: Divulgação

A empresa americana Geoship desenvolveu uma casa que promete ser sustentável, mais barata e à prova de desastres.

As casas criadas pela empresa são em formato de cúpula geodésica, estrutura arquitetônica usada desde a Antiguidade que consiste em uma forma esférica e barras que formam triângulos. Segundo os fabricantes, esse formato tem propriedades aerodinâmicas que são capazes de aguentar fortes tempestades e rajadas de ventos intensos.

A Geoship também afirma que suas casas geodésicas são resistentes a terremotos. Eles dizem que as junções das colunas com as vigas são pontos vulneráveis em construções tradicionais. Mas os domos de biocerâmica não têm essas conexões, portanto os painéis não se desfazem durante um abalo sísmico.

A construção ainda é à prova de enchentes, já que a biocerâmica é pouco porosa e absorve somente de 2 a 3% de seu próprio peso. O concreto, por outro lado, absorve 20% de seu peso.

Casas ecológicas, eficientes e à prova de desastres desenvolvidas pela empresa Geoship / Foto: Divulgação

As residências são construídas a partir de biocerâmica, material fabricado a partir de minerais e que já é usado há muito tempo em próteses dentárias e ósseas. A biocerâmica também tem as vantagens de ser resistente ao fogo e de refletir cerca de 80% do calor do Sol, reduzindo a necessidade de uso de ar condicionado ou ventiladores quando o clima está quente. A casa também tem aberturas que ajudam o ar entrar e circular, tornando-a ainda mais fresca.

Além disso, o fabricante afirma que as casas emitem menos CO2 em sua produção do que uma residência construída de maneira convencional, e os painéis de biocerâmica que formam a estrutura da residência também sequestram CO2 da atmosfera. A Geoship alega que está estudando se as casas geodésicas podem ser carbono negativas, ou seja, absorver mais gás carbônico do que ela emite em sua construção.

O formato em domo usa metade do material necessário se comparado com uma casa tradicional no formato “retangular”, com a mesma metragem de área útil. Ou seja, também é mais barata para construir.

A ideia de usar o domo geodésico aplicado na habitação foi popularizada pelo arquiteto, designer e inventor americano Buckminster Fuller, que morreu em 1983. Mas o conceito não foi para frente na época.

Segundo reportagem da revista Fast Company, o projeto da Geoship chamou a atenção da Zappos, fabricante de sapatos baseada em Las Vegas, que fechou um acordo com a empresa de arquitetura para desenvolver uma comunidade de casas geodésicas na cidade para ofertá-las gratuitamente para pessoas sem-teto.

A empresa está levantando fundos para começar a construção de suas casas geodésicas, o que deve acontecer daqui a cerca de dois anos. As residências custarão entre US$ 55 mil e US$ 250 mil, dependendo do tamanho.