Empresas verdes

Óleo por sabão

Coleta de óleo usado: mais de 900 mil litros em quatro anos (Foto: Divulgação)

O projeto “Junte Óleo: Ultragaz Coleta, Soya Recicla”, parceria entre a Ultragaz, a Bunge e o Instituto Triângulo, chegou ao seu quarto ano contabilizando o recolhimento de mais de 900 mil litros de óleo de cozinha. A iniciativa conta com mais de 400 revendas parceiras na coleta, que destina o material descartado pelos consumidores para a produção de sabão biodegradável e biodiesel. A campanha já está estabelecida em São Paulo, no Ceará, na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. A cada dois litros de óleo de cozinha utilizados e entregues nos caminhões da Ultragaz que circulam pelas ruas de cidades desses estados, o usuário recebe duas barras de sabão biodegradável produzidas com parte do que é coletado. O restante é transformado em biodiesel.

 

Fábrica exemplar

Planta da GM em Joinville: ampliação com impacto ambiental mínimo (Foto: Divulgação)

A fábrica de motores da General Motors em Joinville (SC) completou cinco anos com uma expansão que a mantém entre as plantas mais sustentáveis da empresa no mundo, mesmo com a quadruplicação da sua área. Ela foi pioneira na implantação de sistemas de vanguarda em eficiência energética e proteção ao meio ambiente, que inclui produção de energia fotovoltaica, iluminação natural e com lâmpadas de LED, reciclagem de água industrial por osmose reversa e tratamento de efluentes e esgotos por meio de jardins filtrantes. As mudanças recentes levaram a uma redução adicional de consumo equivalente a 106 residências/ano em energia elétrica e a 43 residências/ano em água. A fábrica é também uma das nove no Brasil a ter 100% dos resíduos industriais reciclados.

 

União pró-clima

Floresta Amazônica: segmento coberto no programa (Foto: iStock)

Depois de se unirem em 2017 para compensar 550 mil toneladas de gás carbônico emitidos nos últimos períodos, Natura e Itaú Unibanco convidam outras empresas a participar do Programa Compromisso com o Clima, cuja plataforma foi inaugurada em 15 de agosto. A meta é estimular novos parceiros e fornecedores a neutralizar emissões por meio de iniciativas nas áreas de energia, agricultura, floresta e tratamento de resíduos, entre outras. Fazem parte do programa sete projetos selecionados em edital realizado em 2017, com apoio do Instituto Ekos Brasil. Na Plataforma Ekos Social – Compromisso com o Clima (www.ekos.social), as empresas interessadas em participar podem conhecer os projetos e apoiá-los por meio da compra de créditos de carbono, além de encontrar mais detalhes sobre os benefícios socioambientais dessas iniciativas.

 

Entrega mais sustentável

Setor de entregas do Mercado Livre: o uso do bioplástico começa em outubro (Foto: Vinicius Stasolla)

A empresa de comércio eletrônico Mercado Livre vai incorporar embalagens produzidas com material 100% biodegradável e compostável na operação logística de sua unidade de negócios Mercado Envios. A empresa é a primeira do seu setor na América Latina a utilizar bioplástico com essa finalidade. A partir de outubro de 2018, um primeiro lote de 4 milhões dessas embalagens passará a ser utilizado na operação de Fulfillment e Crossdocking do Mercado Livre no Brasil e na Argentina, a um custo de US$ 1,2 milhão. A partir desse lote, a empresa avaliará os impactos da nova embalagem em suas operações. O Mercado Livre também contará com diversos certificadores locais especializados em bioplástico, para validar o processo de produção das embalagens.

 

PET reaproveitado

A empresa Trisoft tem uma ótima destinação para as temidas garrafas de plástico PET: ela usa as fibras desse artigo para fazer produtos destinados a diversos setores. A companhia estima já ter retirado do meio ambiente um total de 1,5 bilhão dessas garrafas. Com o material obtido, ela fabrica uma vasta coleção de itens de qualidade que inclui colchões, estofados, confecções, artigos infantis, produtos para os segmentos de animais de estimação e automóveis, calçados, filtração, estojos pré-moldados e soluções acústicas decorativas, bem como uma linha acústica específica para equipamentos industriais.

 

Investimento na energia solar

Fábrica de Itapevi: 50% do consumo de energia virá de placas fotovoltaicas (Foto: Marcelo Soubhia/Ag.Fotosite)

A farmacêutica Eurofarma tem investido desde 2014 em energia fotovoltaica para reduzir seu consumo energético, e desde então o projeto segue em ampliação contínua. Enquanto na fase 1 eram produzidos 39,25 quilowatts-pico (kWp), a fase 6, realizada neste ano, já chega a 396 kWp. A fase 7, em implantação, deverá produzir 50% da energia consumida mensalmente na planta da empresa em Itapevi (SP), com a instalação de 212 novos painéis. Atualmente a Eurofarma conta com a maior potência fotovoltaica instalada no Brasil, gerando 1.182 kWp, o equivalente ao abastecimento de 2.810 casas durante um mês, e a ideia é seguir expandindo-se nessa área.