Empresas verdes

Pecuária 100% monitorada

Criação de gado monitorada na Amazônia: garantia de procedência
Criação de gado monitorada na Amazônia: garantia de procedência

O Walmart Brasil, único varejista a monitorar 100% da carne vinda da Amazônia, anunciou em maio que estenderá a todo o país seu programa de monitoramento por satélite da carne bovina. Fruto de cinco anos de trabalho e de investimentos de mais de ­R$ 1 milhão, o programa integra no mesmo sistema dados de satélite que mapeiam desmatamento, terras indígenas e unidades de conservação, afora informações de listas públicas de áreas embargadas e trabalho escravo. O uso da ferramenta, desenvolvida pela AgroTools, promoveu mudanças positivas em toda a cadeia da pecuária bovina na Amazônia, que envolve mais de 75 mil fazendas fornecedoras de gado para cerca de 30 plantas frigoríficas das empresas JBS, Marfrig, Boiforte e Masterboi. Até 2017, o Walmart Brasil quer garantir que toda carne que comercializa seja monitorada e tenha garantia de procedência.

Híbrido a bom preço

Novo Prius: preço interessante
Novo Prius: preço interessante

A Toyota lançou em junho no Brasil a quarta geração do Prius, o carro híbrido mais vendido do mundo. Avançado em termos tecnológicos, o veículo chega custando cerca de R$ 120 mil, menos de 10% acima do Corolla mais caro. A ideia é disseminar a tecnologia híbrida no país. Em outra iniciativa na área, a montadora inaugurou em Porto Feliz (SP), em maio, uma fábrica de motores para o compacto Etios que, tal como na planta de Sorocaba, terá ao seu redor um “cinturão verde”, com mais de 35 mil árvores plantadas.

Garrafa PET vira roupa

Desde 2011, o Grupo Malwee, do setor têxtil, já converteu 20 milhões de garrafas PET em fios de poliéster semelhantes aos convencionais, para uso em suas confecções. Uma garrafa PET de 600 mililitros rende à empresa uma camiseta adulta; quatro se tornam uma calça. Para fortalecer esse projeto, o grupo fez parcerias com fornecedores envolvendo mais de 50 entidades, que coletam e separam as garrafas por cores, para serem transformadas em fio. O reaproveitamento do material está alinhado ao Plano 2020 do grupo, lançado em 2015, que formalizou a gestão da empresa para a sustentabilidade em toda a cadeia de valor.

Plástico e espuma sustentáveis

O novo plástico usa o gás carbônico capturado no ambiente como matéria-prima
O novo plástico usa o gás carbônico capturado no ambiente como matéria-prima

A Ford anunciou nos Estados Unidos o desenvolvimento de uma nova tecnologia para a produção de componentes de plástico e espuma sustentáveis destinados à aplicação em veículos da marca. A técnica usa o dióxido de carbono capturado no ambiente como matéria-prima de biomateriais adequados aos padrões da aplicação automotiva. A nova espuma sustentável, produzida com até 50% de polióis derivados de CO2, pode ser aplicada em bancos e capôs. O novo plástico também tem um grande potencial de uso em peças automotivas. Espera-se que esses itens sejam empregados na fabricação de veículos da montadora até 2021.

Economia da reciclagem

Equipe da Coopama recicla o material oriundo da FEC: 20 famílias beneficiadas com a atividade
Equipe da Coopama recicla o material oriundo da FEC: 20 famílias beneficiadas com a atividade

A Fábrica de Equipamentos Criogênicos (FEC), da White Martins, planeja ampliar para mais de 21 toneladas (aumento superior a 110%) o fornecimento de materiais recicláveis em 2016 para a Cooperativa Rio Oeste, no bairro de Campo Grande (Rio de Janeiro). Além de materiais convencionais, como papel, plástico e papelão, integram o programa aparelhos eletrônicos de médio e pequeno porte da White Martins, como computadores. Todos esses itens são entregues pela Rio Oeste à Coopama, de Maria da Graça (RJ), encarregada da reciclagem desse tipo de material. O papel, o plástico e o papelão fornecidos pela White Martins já representam 20% da receita da Rio Oeste e beneficiam diretamente 20 famílias.

Ecoeficiência crescente

Placas solares em planta da Unilever no interior paulista: menor emissão de poluentes
Placas solares em planta da Unilever no interior paulista: menor emissão de poluentes

De 2008 a 2015, a Unilever Brasil reduziu em 36,09% a emissão de gases-estufa em suas fábricas, graças ao investimento no uso de energia limpa. A empresa também tem investido na eficiência energética nas fábricas, e no mesmo período adquiriu 19 mil conservadoras (enceradeiras industriais) “verdes”, que consomem menos energia elétrica do que as comuns. Apenas em 2015, 2 mil delas foram compradas. As iniciativas possibilitarão à companhia atingir o objetivo de, em 2020, ter a emissão de CO2 pelo consumo de energia nas fábricas igual ou menor que os níveis de 2008, mesmo com significativo aumento de produção. Também ajudarão a Unilever a atingir a meta global de utilizar 100% de energia limpa em todas as suas fábricas no mundo.

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