Escalada do calor

Sem o fenômeno El Niño a interferir, 2017 foi o ano mais quente da Terra desde o início dos registros, provando a urgência no corte de emissões de gases-estufa para que a temperatura não suba mais que 1,5oC

Alagamento causado pelo furacão Harvey no Texas: marca de um dos anos mais quentes (Foto: Divulgação)

Sem o fenômeno El Niño a interferir, 2017 foi o ano mais quente da Terra desde o início dos registros, segundo um estudo divulgado em janeiro com dados que a Nasa, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (EUA) e o Met Office do Reino Unido reuniram. Considerando-se tudo, o ano passado está entre os três mais quentes documentados. A temperatura no período foi 1oC acima dos níveis anteriores à Revolução Industrial. Em 2017 também ocorreram eventos extremos marcantes, como furacões nos EUA e no Caribe, ondas de calor na Austrália e inundações catastróficas na Ásia, todos compatíveis com o aquecimento global. Desde 2000 ocorreram 17 dos 18 anos mais quentes registrados desde 1850. Segundo cientistas de todo o mundo, o limite de 1,5oC de aquecimento fixado como meta no Acordo de Paris está sendo atingido muito rapidamente, o que aumenta a urgência no corte de emissões de gases-estufa.

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