ESO flagra berçário estelar na Via Láctea

Na área Gum 26, na constelação da Vela, a radiação ultravioleta oriunda de estrelas recém-nascidas ioniza o hidrogênio, resultando num leve brilho rosa

Gum 26, na constelação da Vela: uma das muitas regiões de formação estelar na Via Láctea. Crédito: ESO

A Via Láctea contém muitas regiões de formação estelar – áreas onde nascem novas estrelas a partir do colapso de nodos de gás e poeira. Uma dessas regiões, a Gum 26, pode ser vista na imagem acima, obtida com o instrumento FORS instalado no Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile.

A Gum 26 está a cerca de 20 mil anos-luz de distância, na constelação austral da Vela. Ela é conhecida como uma região HII, ou nebulosa de emissão, um local onde a intensa radiação ultravioleta emitida por estrelas recém-nascidas ioniza o hidrogênio gasoso circundante, resultando na emissão de um tênue brilho rosa.

Ao observarem estrelas jovens nesse ambiente, os astrônomos podem aprender mais sobre as condições que lhes dão origem e estudar como é que tais estrelas influenciam o seu meio cósmico.

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Esta imagem foi criada dentro do programa Joias Cósmicas do ESO, uma iniciativa que visa obter imagens de objetos interessantes, intrigantes ou visualmente atrativos, utilizando os telescópios do ESO, para efeitos de educação e divulgação científica. O programa utiliza tempo de telescópio que não pode ser usado em observações científicas. Todos os dados obtidos podem ter igualmente interesse científico e são por isso postos à disposição dos astrônomos através do arquivo científico do ESO.