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Ciência10/11/2021

Espécies com evolução rápida têm maior probabilidade de se extinguir

Pleurossauro do Jurássico Superior, cerca de 150 milhões de anos atrás, do sul da Alemanha, um notável rincocéfalo nadador de corpo comprido: de seu grupo, só uma espécie existe hoje. Crédito: Roberto Ochoa

10/11/21 - 09h50min

Pesquisadores britânicos descobriram que a evolução rápida pode levar a lugar nenhum. Em um novo estudo com lagartos e seus parentes, o dr. Jorge Herrera-Flores, da Escola de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, e seus colegas descobriram que “devagar e sempre ganha a corrida”. O trabalho foi publicado na revista Palaeontology.

A equipe estudou lagartos, cobras e seus parentes, um grupo chamado Lepidosauria. Hoje, existem mais de 10 mil espécies de lepidossauros, e muito de seu sucesso recente é resultado da rápida evolução em circunstâncias favoráveis. Mas esse não foi sempre o caso.

Herrera-Flores explicou: “Os lepidossauros se originaram 250 milhões de anos atrás, no início da Era Mesozoica, e se dividiram em dois grupos principais: os escamatos, por um lado, levando aos lagartos e cobras modernos, e os rincocéfalos, por outro, representados hoje por uma única espécie, o tuatara da Nova Zelândia. Esperávamos encontrar uma evolução lenta nos rincocéfalos e uma evolução rápida nos escamatos. Mas descobrimos o oposto”.

Tamanho do corpo

“Observamos a taxa de mudança no tamanho do corpo entre esses répteis primitivos”, disse o dr. Tom Stubbs, colaborador do estudo. “Descobrimos que alguns grupos de escamatos evoluíram rapidamente no Mesozoico, especialmente aqueles com estilos de vida especializados, como os mosassauros marinhos. Mas os rincocéfalos evoluíram de forma muito mais consistente e rápida.”

“Na verdade, suas taxas médias de evolução foram significativamente mais rápidas do que as dos escamatos, cerca de duas vezes a taxa de evolução de fundo, e nós realmente não esperávamos isso”, disse o dr. Armin Elsler, outro colaborador. “Na parte posterior do Mesozoico, todos os grupos modernos de lagartos e cobras se originaram e começaram a se diversificar, vivendo lado a lado com os dinossauros, mas provavelmente não se relacionando com eles ecologicamente. Esses primeiros lagartos se alimentavam de insetos, vermes, e plantas, mas eles eram sobretudo muito pequenos.”

O professor Mike Benton acrescentou: “Após a extinção dos dinossauros, há 66 milhões de anos, no final do Mesozoico, os rincocéfalos e escamatos sofreram muito, mas os escamatos se recuperaram. Mas para a maior parte do Mesozoico, os rincocéfalos foram os inovadores e os que evoluíram rapidamente. Eles diminuíram drasticamente bem antes do final do Mesozoico, e toda a dinâmica mudou depois disso”.

Grupos instáveis

Este trabalho confirma uma proposta desafiadora feita pelo famoso paleontólogo George Gaylord Simpson em seu livro de 1944 Tempo and Mode in Evolution. Ele olhou para os padrões fundamentais da evolução em uma estrutura de evolução darwiniana e observou que muitas espécies de evolução rápida pertenciam a grupos instáveis, que estavam potencialmente se adaptando a ambientes em mudança acelerada.

O professor Benton continuou: “Devagar e sempre se ganha a corrida. Na fábula clássica de Esopo, a lebre veloz perde a corrida, enquanto a tartaruga lenta cruza a linha de chegada primeiro. Desde os dias de Darwin, os biólogos têm debatido se a evolução é mais como a lebre ou a tartaruga. Será que grandes grupos de muitas espécies são o resultado de uma evolução rápida em um curto período de tempo ou de uma evolução lenta em um longo tempo?”

Benton prosseguiu: “Em alguns casos, eles podem se estabilizar e sobreviver bem, mas em muitos casos as espécies se extinguem tão rapidamente quanto novas surgem, e podem extinguir-se, assim como a lebre cochilando. Por outro lado, Simpson previu que as espécies em evolução lenta também pode demorar a se extinguir e, no final, ter sucesso em longo prazo, assim como a lenta, mas persistente tartaruga da fábula”.

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Armin Elsler