Esqueletos são encontrados em antigos barcos vikings na Suécia

Foram encontrados os restos mortais de um homem, um cavalo e um cachorro em um dos barcos funerais desenterrados em Uppsala, Suécia

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Barcos funerais vikings são encontrados na Suécia / Foto: Museus Históricos Nacionais da Suécia

Uma agência governamental sueca revelou uma descoberta surpreendente no início de julho. Pesquisadores do país desenterraram dois antigos barcos funerais vikings em Uppsala, na Suécia.

Segundo os pesquisadores, os barcos serviam como túmulos. Foram encontrados os restos mortais intactos de um homem, um cavalo e um cachorro.

O anúncio foi feito pela entidade Arqueólogos, órgão da agência governamental sueca Museus Históricos Nacionais. Os barcos foram escavados em uma paróquia, nos arredores de Uppsala.

Segundo os pesquisadores, esse tipo de enterro era uma prática funeral na qual o morto era colocado em uma embarcação junto com objetos valiosos como joias ou armas. Esse tipo de tumba data da Era Viking, entre os anos de 800 e 1500. Na época, a prática comum para mortos era a da cremação. Os estudiosos acreditam que esse funeral no barco era reservado para pessoas com um status social elevado na sociedade.

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Barcos funerais vikings são encontrados na Suécia / Foto: Museus Históricos Nacionais da Suécia

Até hoje, apenas 10 barcos funerais desse tipo já foram encontrados na Suécia, principalmente nas cidades de Uppland e Västmanland.

Segundo Anton Seiler, da entidade Arqueólogos, apenas um pequeno grupo de pessoas era enterrado dessa maneira. “Como esse tipo de funeral é muito raro, acreditamos que essas pessoas eram membros de destaque da sociedade”, diz.

Uma das duas tumbas encontradas estava intacta. A outra estava danificada. Junto com os restos mortais foram encontrados uma espada, uma lança, um escudo e um pente ornamentado. Também foram achados madeira e pregos de ferro, usados na construção dos barcos.

Barcos funerais vikings são encontrados na Suécia / Foto: Museus Históricos Nacionais da Suécia

A última descoberta desse tipo na Suécia aconteceu há 50 anos. “É muito empolgante para nós, já que esses barcos são escavados tão raramente”, diz Seiler. “Agora podemos usar ciência e métodos modernos que vão gerar novos resultados, hipóteses e respostas”, afirma o pesquisador.