Estrelas que morrem numa galáxia distante

Nos últimos 20 anos, a galáxia NGC 5468, a mais de 130 milhões de anos-luz da Terra, abrigou vários casos de supernovas – as estrelas que, no fim da vida, explodem e ficam extremamente brilhantes

A NGC 5468: vários casos de supernovas nas últimas duas décadas. Crédito: ESA/Hubble & Nasa, W. Li et al.

Alguns dos eventos mais dramáticos do universo ocorrem quando certas estrelas morrem – e, nesse processo, explodem catastroficamente. Tais explosões, conhecidas como supernovas, ocorrem sobretudo de duas maneiras.

Na primeira delas, uma estrela massiva esgota seu combustível no fim de sua vida útil, torna-se dinamicamente instável e incapaz de suportar sua massa, desmorona para dentro e depois explode violentamente. Na segunda, uma anã branca em um par estelar em órbita absorve mais massa da sua companheira do que é capaz de suportar, acendendo a fusão nuclear descontrolada em seu núcleo e iniciando o processo de supernova. Ambos os tipos resultam em um objeto intensamente brilhante no céu que pode rivalizar com a luz de uma galáxia inteira.

LEIA TAMBÉM: Imagem mostra campos magnéticos gigantes em ação em galáxia

Nos últimos 20 anos, a galáxia NGC 5468, visível na foto acima, do Telescópio Espacial Hubble, da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA), hospedou várias supernovas dos dois tipos mencionados acima: SN 1999cp, SN 2002cr, SN2002ed, SN2005P e SN2018dfg. Embora a galáxia (também conhecida como LEDA 50323 ou UGCA 384) esteja a pouco mais de 130 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Virgem, sua orientação em relação a nós facilita a localização dessas novas “estrelas” à medida que aparecem. Na foto, a NGC 5468 é vista de frente, o que significa que podemos observar seu padrão espiral solto e aberto em belos detalhes.