A face da inclusão

“Todos, independentemente de gênero, orientação sexual, cor, raça ou credo, somos seres humanos e fazemos parte da sociedade. Meu papel na cerimônia, num universo micro e representativo, ajudará a transmitir essa mensagem”

A modelo brasileira Lea T, a primeira transexual a ser destaque na história dos Jogos, pedalando o triciclo que apresentava a delegação do Brasil nas Olimpíadas do Rio 2016

A cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio foi marcante não apenas pela forte mensagem ambiental. Havia também um poderoso recado de inclusão social, personificado pela modelo brasileira Lea T, a primeira transexual a ser destaque na história dos Jogos, pedalando o triciclo que apresentava a delegação do Brasil. Filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, ela ficou conhecida mundialmente em 2010, aos 29 anos, quando, ainda morando na Itália, estrelou uma campanha da grife Givenchy.

Depois vieram outras campanhas de marcas como Benetton, capas de revistas como a americana Newsweek, editoriais em publicações como Vanity Fair e Vogue. Em 2015, a revista americana Forbes a incluiu na lista das 12 mulheres que mudaram a moda italiana. Lea T. é modesta sobre a posição de porta-voz da diversidade de gênero, orientação sexual e raça em que a Olimpíada a pôs: “Falo da transexualidade porque faz parte da minha história, mas sou apenas mais uma integrante dessa comunidade”.

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